
E para contemplar toda a essa rica história, a Associação Bahiana dos Amigos do Caminho de Santiago (ABACS) realizou, no último final de semana, mais uma edição do tradicional Caminho de Santiago do Iguape, que é feito todos os anos no mês de julho, em meio às comemorações ao Santo.

Uma caminhada de contemplação, companheirismo, desafio e muita energia positiva, trocada, entre os participantes e a própria comunidade, que ao longo do caminho recepciona a todos com café, cuscuz, bolo, laranja e principalmente carinho.
A chegada no pequeno povoado de Santiago do Iguapé é motivo de muita emoção, pois, devidos aos festejos em homenagem ao aniversário de Santiago, a comunidade está em festa e com muita movimentação. Muitos fogos e música marcam as atividades da semana, quase todas em volta da secular igreja.

Os peregrinos do Caminho de Santiago do Iguape são recebidos pelo padre local, que ministra a benção do peregrino, no interior da igreja e depois é servido um almoço em uma das áreas paroquiais.
O momento de contemplação, da bela arquitetura da igreja e da sua privilegiada localização, de frente para a lindíssima Baía de Iguape, não deixa os peregrinos esquecerem o lado triste desse patrimônio tombado desde 1960 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
A igreja sede do distrito praticamente não recebe apoio do Instituto. Quase tudo é feito pela própria comunidade, que cuida do que restou da igreja, já que muita coisa foi destruída pela ação do tempo e dos vândalos.
A Igreja Matriz de Santiago do Iguape é um templo católico romano, construído pelos Jesuítas no Século XVI, que foi totalmente arruinada e reconstruída no século XIX. Ainda assim, ela mantém uma beleza arquitetônica deslumbrante, que é ressaltada pela sua localização.
Para completar a beleza e história do Caminho de Santiago do Iguape, os peregrinos visitam, também, outro secular monumento tombado pelo IPHAN, a Igreja e Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, localizada no povoado de São Francisco do Paraguaçu.
Hoje sobraram as ruínas do Convento e a igreja, apesar de toda a beleza estrutural, sofre com o abandono das autoridades. As lindas imagens que sobraram, da destruição, ficam guardadas pela Diocese e a comunidade e somente são colocadas na igreja, nas datas festivas. Tudo isso para proteger dos vândalos.
