Vitória deve fazer mudanças para a próxima partida contra o ABC

Após retomar a sequência de triunfos e fechar o primeiro turno da Série B na liderança, o Vitória voltou a oscilar negativamente na partida contra a Ponte Preta, no último domingo, 30. Nos primeiros 15 minutos do jogo, a equipe paulista já tinha uma vantagem de dois gols e o Leão estava completamente desorganizado em campo. Mas os acontecimentos do jogo foram favoráveis – a equipe adversária teve um jogador expulso – e a equipe conseguiu melhorar na partida.

O fato da irregularidade, porém, não deve ser ignorado. Até os mais otimistas dos torcedores rubro-negros reconhecem uma queda de rendimento do time, sobretudo com as ausências de Osvaldo, Rodrigo Andrade e Camutanga. O sistema defensivo, geralmente seguro, vacilou duas vezes contra a Macaca. E o meio e o ataque, sem Osvaldo e Andrade, demonstrou dificuldades de criação. O centroavante Léo Gamalho, embora tenha feito o gol de pênalti, ficou praticamente sumido no jogo.

Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Léo Condé reconheceu as dificuldades mostradas pela equipe na partida. “Foi um jogo movimentado. A gente já sabia que seria difícil, porque é sempre complicado jogar com a Ponte em Campinas. Mas a gente não esperava começar tão mal o jogo. Não só pelos gols, mas foi muito ruim tanto em termos de marcação como em construção de jogo”, avaliou Condé.

Ao longo do jogo, o treinador percebeu os problemas ofensivos e fez mudanças que melhoraram o desempenho do time no ataque. As entradas de Giovanni Augusto, Zé Hugo e Iury Castilho, principalmente, tornaram o setor mais criativo e com mais possibilidades de jogadas. Do trio saiu o gol do empate, marcado pelo estreante Castilho, que chega como opção em face do momento ainda instável de Gamalho e da lesão de Osvaldo.

Pelo que demonstrou no jogo, Castilho deve ter oportunidade como titular contra o ABC, amanhã, no Barradão. Com mais mobilidade, tal como Osvaldo, mas com experiência no ofício de centroavante, a presença do atleta na equipe pode contribuir para ampliar as alternativas de tramas de ofensivas do Leão.

Na formação com três zagueiros, sem meia de ofício e um centroavante muito fixo, a exemplo de Gamalho, o meio-campo do Vitória fica menos povoado, o que facilita o domínio dos seus adversários e dificulta a criação, levando a uma insistência em cruzamentos para a área, que, às vezes, não surtem efeito. Esse problema já havia sido diagnosticado no pior momento do time na Série B e parte da solução foi a escolha por Osvaldo como “falso 9”.

O comandante do Leão chegou a comentar sobre essa questão. “Realmente a gente estava buscando essa bola direta no Léo e, em muitos momentos, de forma equivocada. No intervalo a gente fez essa correção”, disse Condé.

Trunfo do elenco

Diferentemente da metade final do primeiro turno, quando a equipe sofreu com a irregularidade sem ter peças suficientes para corrigir os problemas, o elenco do Vitória foi reforçado na janela de transferências aberta em julho. Jogadores fundamentais no time atual, como o volante Dudu e o ponta Mateus Gonçalves, chegaram nesse período. Sem Rodrigo Andrade e Osvaldo, os dois jogadores conseguiram reduzir os danos dessas faltas e contribuíram para os triunfos consecutivos nas rodadas finais do turno inicial.

Somente no setor ofensivo, o Leão conta com diversos jogadores de qualidade. Além dos já mencionados, Matheusinho, Zé Hugo, Wellington Nem e Giovanni Augusto tiveram boas fases, apesar das oscilações ao longo da competição. O desafio do treinador é perceber os momentos de cada um para tomar as melhores decisões.

Ainda que a sombra da irregularidade tenha aparecido novamente, a confiança da equipe não deve ser abalada. “A competição está muito difícil. A gente sempre entra com o intuito de vencer os jogos, mas, fora de casa, buscar um empate, um ponto, não desabona”, completou Condé.

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