São Roque do Paraguaçu, povoado de Maragogipe, tem uma história cheia de altos e baixos da pesada. Já foi cidade, lá pelos anos 50, caiu e nunca subiu. Já nos nossos tempos, até meados da década passada, foi o maior núcleo industrial da banda sul do Recôncavo. Saiu, mas agora vislumbra uma chance de ouro de quebrar a maldição.
O novo PAC prevê investimentos de R$ 300 bilhões na indústria naval. O Fundo da Marinha Mercante tinha
R$ 30 bilhões, Bolsonaro encolheu para cinco vezes menos, apenas R$ 6 bilhões. É ele que vai ser returbinado. É aí que está o mapa da mina.
O deputado federal Jorge Solla (PT), integrante da Comissão e Controle da Câmara, se uniu com a Frente Parlamentar da Indústria Naval e levou lá sexta-feira uma comitiva de 90 pessoas (porque o número foi limitado), entre eles, dois técnicos da Transpetro, dois do TCU.
Pelo Brasil —A caravana vai percorrer todos os estaleiros do Brasil e Solla diz que vai ser preciso alguns ajustes na lei.
— Hoje para uma empresa construir navio, o Fundo da Marinha Mercante exige que ela dê garantia até a conclusão, quando a garantia passa a ser o próprio navio.
O ajuste, segundo ele, tem a ver porque a ideia é transformar os estaleiros também em construtores de barcos de passageiros, de pesca e também, um novo filão, equipamentos para os parques eólicos marinhos.
— Em 2017 fizemos uma visita a São Roque e saimos muito decepcionados. Vamos mudar esse jogo.
Sílvio Ataliba, ex-prefeito de Maragogipe e integrante da comitiva, diz que a expectativa é muito positiva:
— São Roque viu coisas parecidas com as do inferno. Agora sonha em sair disso.
Atarde