O fotógrafo Valmir José Dayubbe de Azevedo (Seu Zé) vai expor, entre os dias 26 e 29 de outubro, uma seleta de seu acervo sobre a riqueza cultural e histórica de Cachoeira e do Recôncavo. A mostra integra a programação oficial da Flica 2023 e será instalada no Museu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, situado na Praça da Aclamação. Seu Zé, como também é conhecido o fotógrafo cachoeirano, é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e foi selecionado para participar das três últimas bienais de artes do Recôncavo. Ele tem um vasto material sobre paisagem, meio-ambiente, bens materiais e manifestações culturais na região.
A exposição, intitulada “Cachoeira Histórica e Cultural” apresenta um diversificado mosaico composto de azulejaria, embrechados e manifestações culturais afro-brasileiras. Na azulejaria, destacam-se as peças barrocas de Nossa Senhora da Penha, na Ilha dos Franceses, da Igreja do Iguape e da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, três edificações do período colonial que expressam a grandiosidade arquitetônica e a pujança econômica da cidade no período escravista da história do Brasil.
O embrechado, é um curioso revestimento decorativo de materiais como seixos, conchas, búzios, fragmentos de louça e azulejos que embelezam as torres das igrejas barrocas. Está presente em Cachoeira na Igreja do seminário de Belém, Nossa Senhora da Conceição do Monte, da Matriz de São Tiago do Iguape e Matriz Deus Menino, em São Felix, cidade vizinha de Cachoeira.
Entre as manifestações culturais documentadas pela amostra , estão contempladas a festa da Boa Morte, as caretas do Acupe, o Nego Fugido e a Esmola Cantada, quatro singulares expressões lúdico-religiosas da cultura regional, cujos períodos festivos mobilizam a comunidade e atraem a atenção do público.
O trabalho documental e artístico de Seu Zé tem sido contemplado, além das exposições, por várias publicações, livros e revistas que retratam a vida econômica e cultural do Recôncavo e a sua paisagem e meio-ambiente. Essa amostra é uma boa oportunidade para os participantes da Flica entrarem em contato com a diversidade, colorido, singularidade e beleza tanto do acervo material quanto das manifestações culturais da histórica cidade de Cachoeira.