A Diretoria Executiva da Associação Bahiana de Imprensa aprovou, em reunião realizada na última quarta-feira (10), novas medidas de contenção de despesas da entidade. A partir desta segunda-feira (15), o expediente presencial fica suspenso por tempo indeterminado.
De acordo com a ABI, os serviços prestados à categoria e à sociedade, como apoio a pesquisas e atendimento aos associados, serão oferecidos somente de forma remota, de segunda a sexta, das 8h às 17h.
Como parte das medidas restritivas, o Museu de Imprensa foi fechado em dezembro passado e, desde abril, a ABI estava em trabalho parcialmente remoto. A redução de despesas foi expressiva, mas insuficiente. Os projetos culturais foram descontinuados, com exceção da Série Lunar, mantida atualmente com apoio de empresários baianos.
Em dificuldade financeira, depois de investir quase R$ 1 milhão em sistemas de segurança, modernização das instalações e reparos solicitados pela Prefeitura, a instituição aguarda o cumprimento da negociação feita diretamente com o prefeito Bruno Reis, em 5 de junho.
Os contratos referentes à locação do Edifício Ranulfo Oliveira, pela Prefeitura Municipal de Salvador, venceram em 2016 e, sem renovação, impuseram oito anos de congelamento.
As medidas de contenção de despesas visam manter a ABI adimplente em todas as suas obrigações fiscais e trabalhistas, sob pena de deixar de receber os alugueis. Todos os projetos de captação de recursos para projetos da Associação dependem também da condição de adimplência para emissão das certidões negativas de débitos trabalhistas e tributários.
Segundo a Diretoria Executiva, enquanto não for restabelecido o equilíbrio econômico-financeiro da ABI, a prioridade da equipe técnica será a conservação dos acervos, importante ativo da instituição dedicada à memória da comunicação na Bahia.