Operação Dia Zero: pregão na prefeitura teria favorecido grupo criminoso em Salvador, diz CGU

A investigação envolvendo um grupo criminoso acusado de fraudes milionárias teve uma colaboração de servidores da Prefeitura Municipal de Salvador. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), a organização fraudulenta tinha integrantes que atuam no Poder Executivo promovendo o desvio de recursos públicos por meio de contratações irregulares de organização sem fins lucrativos.

Investigadores apontam que as empresas eram contratadas para prestar serviços de tecnologia na área de saúde municipal. Tudo foi revelado no âmbito da Operação Dia Zero, deflagrada nesta quinta-feira (12) em conjunto com a Polícia Federal. Agentes amanheceram na sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em busca de documentos e realizando diligências.

Segundo a CGU, a investigação começou a partir da identificação de provável desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Os crimes foram praticados em meio à atuação de um grupo composto por entidades sem fins lucrativos e diversas empresas privadas. A controladoria aponta que as empresas tinham contratos com inúmeras prefeituras baianas.

A empresa contratada pela Prefeitura de Salvador, a Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), para a realização de serviços de TI na área de saúde chamou a atenção dos órgãos reguladores por conta do elevado faturamento nos últimos anos.

Bnews

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