Eduardo xinga o pai, Jair Bolsonaro, em mensagens: ‘VTNC seu ingrato do caralho’

Mensagens reproduzidas no relatório final em que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mostram o deputado federal xingando o pai devido a uma entrevista em que ele foi chamado de imaturo.

No diálogo via aplicativo WhatsApp Eduardo manifesta grande incômodo pelo fato de Bolsonaro tê-lo chamado de imaturo devido a divergências do deputado com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB) e passa a atacá-lo com palavrões.

“VTNC SEU INGRATO DO CARALHO’!, escreveu Eduardo em maiúsculas, usando a sigla que significa “vai tomar no c…

“Me fudendo aqui! VC ainda te ajuda a se fuder aí!. (..) Se o IMATURO do seu filho de 40 anos não puder encontrar com os caras aqui, PORQUE VC ME JOGA PRA BAIXO, quem vai se fuder é vc E VAI DECRETAR O RESTO DA MINHA VIDA NESTA PORRA AQUI”, prossegue o parlamentar, que cobra “reponsabilidade” do pai.

No dia seguinte, ele pede desculpa.

 

 

 

Flávio explica xingamento de Eduardo a Bolsonaro: “Calor da emoção”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizou o atrito entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em troca de mensagens revelada nessa quarta-feira (20/8).

“Você imagina a cabeça do Eduardo em um momento desse. Tomar uma decisão que vai impactar sua esposa, o futuro dos filhos dele […] Naquele momento ele está, na cabeça dele, se expondo, buscando algo que, eu concordo, tem de haver alguma coisa de fora do Brasil porque aqui dentro não há o que fazer”, defendeu o político em entrevista ao canal Auriverde Brasil.

Em seguida, Flávio justifica a explosão do irmão e ressalta que houve um pedido de desculpas ao pai. “Tem aquela troca de farpas dele com o meu pai no áudio que vaza, mas ninguém dá ênfase, que, logo na sequência, o Eduardo pede desculpas para o meu pai porque, obviamente, não é assim que um filho se dirige a um pai. Mas era um momento, o calor da emoção, e às vezes acontece”, alegou.

‘Se meu ‘crime’ for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado’, diz Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, licenciado nos Estados Unidos, comentou o indiciamento da Polícia Federal por coação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Na rede social X, ele divulgou uma nota, dizendo que tomou conhecimento da notícia pela imprensa e que considera importante esclarecer cinco pontos.

No primeiro deles, diz que a atuação nos Estados Unidos “jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional”.

O deputado afirma causar “espanto que a Polícia Federal (PF) aponte supostos partícipes de um crime absolutamente delirante, mas não identifique os autores. Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o Secretário Marco Rubio ou o Secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores? Omissão? Falta de coragem?”

Eduardo lembra ainda que vive “sob a jurisdição americana e, portanto, plenamente amparado pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura não apenas a liberdade de expressão, mas também o direito de peticionar nossas demandas ao governo que rege a nossa jurisdição”.

“É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político”, escreve o parlamentar licenciado.

Eduardo e Jair Bolsonaro, ambos do PL, foram indiciados pelos crimes de coação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais.

No relatório de 170 páginas da PF, os delegados Leandro Almada, Rafael Caldeira e Itawan Pereira descrevem o passo a passo dos crimes cometidos pela família Bolsonaro – o relatório também resultou em medidas contra o pastor Silas Malafaia, alvo de busca e apreensão e de retenção de passaporte nesta quarta-feira (20).

“Com base nos elementos probatórios apresentados neste relatório, conclui-se que EDUARDO NANTES BOLSONARO e JAIR MESSIAS BOLSONARO, com a participação de PAULO FIGUEIREDO e SILAS LIMA MALAFAIA, encontram-se associados ao mesmo contexto, praticando condutas com o objetivo de interferir no curso da Ação Penal n. 2668 – STF, processo no qual o segundo nominado consta formalmente como réu”, apontou a PF.

 

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