A Polícia Federal, com base nas investigações da Operação Overclean, apontou a participação do deputado federal Elmar Nascimento (União) no esquema de fraude a licitações e desvio de dinheiro público na Bahia. A ação ainda investiga também superfaturamento e corrupção em contratos de limpeza urbana e pavimentação em municípios do interior do estado.
A suposta participação do parlamentar seria através do envio de emendas para cidade de Campo Formoso, que tem seu irmão Elmo Nascimento (União) como prefeito. A gestão municipal teria firmado dois contratos suspeitos de fraude, com valor de R$ 51 milhões, com a empresa Allpha Pavimentações, dos investigados Alex e Fabio Parente.
A participação de Elmar teria sido apontada por causa de uma planilha, apreendida com Alex Parente, e que registra repasses de R$ 493 mil a um assessor e primo de Elmar, Amaury Albuquerque Nascimento. Além disso, o deputado ainda teria comprado um apartamento para filha do empresário Marcos Moura, conhecido como ‘Rei do Lixo’ e um dos principais investigados no esquema.
O inquérito com tais sinalizações foi enviada ao STF, mas o ministro Nuno Marques negou medidas contra o deputado após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar que os elementos não justificaria ações contra o parlamentar. Os bloqueios pedidos contra Elmo Nascimento e seu afastamento do cargo de prefeito também foram negados pelo ministro, mesmo com a solicitação da PF e concordância da PGR.
Por outro lado, foi autorizado o afastamento do presidente da Codevasf na época, Marcelo Andrade, que foi indicado por Elmar. A saída da estatal foi concretizada antes mesmo da decisão ser proferida.
Bnews