Estaleiro Enseada será um dos canteiros de obras da Ponte Salvador-Itaparica

O Estaleiro Enseada, localizado em São Roque do Paraguaçu, distrito do município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, será utilizado como um dos três canteiros de obras da Ponte Salvador-Itaparica. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) pelo secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, durante a apresentação do projeto na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

Segundo Florence, o Governo da Bahia está em diálogo com a Petrobras para viabilizar o uso da estrutura do estaleiro como base de apoio às obras da ponte, especialmente para a montagem de peças pré-moldadas e a fabricação de estacas metálicas.

“Estamos avançando nas tratativas com a Petrobras para uma operação contratual com a concessionária, visando instalar um canteiro voltado à produção de pré-moldados, atividades operacionais e de plataforma. A Petrobras já fez encomendas, que não vou detalhar agora, mas há uma previsão de retomada das atividades no Estaleiro de São Roque”, afirmou o secretário.

Florence destacou ainda a importância da reativação econômica da região: “A expectativa é de retomada de uma dinâmica econômica positiva, que foi interrompida pela perseguição jurídica enfrentada por empresas contratadas pela Petrobras durante a Operação Lava Jato, o que também afetou fortemente a engenharia nacional.”

O CEO da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, Cláudio Villas Boas, reforçou que o estaleiro de São Roque será um dos três canteiros da obra, com uma função técnica bem definida. Os outros dois estão localizados nas cabeceiras da ponte: um em Salvador e outro em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica.

Apesar de bem localizados, esses dois terrenos enfrentam limitações. Em Salvador, o espaço disponível é de até 50 mil m², considerado insuficiente para atividades mais complexas como a montagem de pré-moldados. Já em Vera Cruz, embora haja área adequada, a pouca profundidade do local dificulta o transporte de materiais.

Diante desse cenário, o Estaleiro Enseada surge como uma alternativa estratégica, por contar com área superior a 100 mil m² e estrutura compatível com as demandas da construção da ponte.

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