O ex-auditor-fiscal Arnaldo Augusto Pereira, preso nesta quarta-feira (15) na cidade de Mucuri, no sul da Bahia, confessou que pagou R$ 40 mil para forjar a própria morte — incluindo a compra de um atestado de óbito e uma identidade falsa, que vinha usando desde então para fugir da Justiça. O enterro falso foi realizado em Cachoeira.
A informação foi confirmada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) à TV Bahia. Arnaldo Augusto era considerado foragido após ser condenado a 18 anos de prisão por envolvimento na chamada “máfia do ISS”.
Segundo as investigações, o falso atestado de óbito foi assinado por um médico baiano e registrado em cartório na capital, Salvador. O documento foi anexado ao processo por uma pessoa sem parentesco com Arnaldo, mas que já possui passagens pela polícia por crimes como furto, roubo e estelionato. A identidade desse cúmplice não foi revelada.
Durante a ação que resultou na prisão, agentes monitoraram por cerca de duas semanas locais ligados ao ex-auditor, incluindo imóveis relacionados à esposa dele e a paróquia frequentada pela família. Foi nesse processo de investigação que se confirmou que Arnaldo estava vivo e usando outra identidade — cujo nome também não foi divulgado.
O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb-BA) foi procurado, mas informou que não irá se posicionar neste momento. Já o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e a Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais da Bahia (Arpen-BA) não responderam aos contatos da reportagem até a última atualização.
A defesa de Arnaldo Augusto Pereira também não foi localizada. Com a prisão, além do mandado cumprido, os agentes apreenderam documentos utilizados pelo ex-auditor durante o período em que esteve foragido.
Foto: O ex-auditor-fiscal Arnaldo Augusto Pereira — Foto: Reprodução/TV Globo