O governo federal anunciou, na noite de sexta-feira (7), o envio de ajuda humanitária e equipes especializadas para atuar na reconstrução das áreas atingidas e no apoio às vítimas. Segundo o Planalto, as ações emergenciais incluirão o fornecimento de insumos, reconstrução de moradias e avaliação contínua da situação. Rio Bonito do Iguaçu, considerada a cidade mais impactada, teve ao menos 80% do território destruído, segundo levantamentos preliminares.
Tornado atinge nível EF3 e deixa rastro de destruição
O Simepar confirmou, nas primeiras horas deste sábado (8), que o evento climático foi um tornado do tipo EF3, numa escala que vai até EF5. Esse é um dos níveis mais severos, registrado quando rajadas de vento são capazes de derrubar construções de alvenaria, arrancar telhados inteiros e lançar automóveis à distância.
Cidades da região Centro-Sul do Paraná amanheceram sob escombros. Os ventos fortíssimos derrubaram árvores, destruíram casas, arrancaram postes e jogaram estruturas contra veículos. Moradores relataram momentos de desespero e a sensação de que “tudo aconteceu em poucos segundos”.
Em Rio Bonito do Iguaçu, imagens gravadas por moradores mostraram o cenário de devastação, com bairros inteiros destruídos e relatos de queda de granizo durante o temporal. A Defesa Civil afirmou que 80% da cidade colapsou. O município tem cerca de 14 mil habitantes e fica a aproximadamente 400 km de Curitiba.
Mortes, feridos e centenas de desabrigados
Autoridades atualizaram, ao longo da manhã deste sábado (8), o balanço dos estragos causados pelo tornado. Ao menos seis pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas, número que pode aumentar à medida que os trabalhos de resgate avançam.
Cinco das vítimas fatais estavam em Rio Bonito do Iguaçu — três homens, de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, de 47 e 14 anos. A sexta morte aconteceu em Guarapuava, onde um homem de 53 anos não resistiu aos ferimentos.
Além das mortes, mais de mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas, segundo estimativas preliminares. Bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham na remoção de escombros e na busca por possíveis sobreviventes que possam estar presos em estruturas colapsadas.
Governo federal envia equipes e promete reconstrução
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciou que equipes da Defesa Civil Nacional e do governo federal estão em deslocamento para as áreas atingidas.
“O governo federal permanece em prontidão total para apoiar as prefeituras e garantir assistência imediata à população”, afirmou Góes em publicação no X (antigo Twitter).
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que também é deputada federal pelo Paraná, informou que está indo ao local acompanhar as ações emergenciais. Ela garantiu que o governo “não medirá esforços para amparar as famílias atingidas”.
Lula lamenta vítimas e diz que apoio será contínuo
Na manhã deste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade às famílias das vítimas e reforçou que o governo está mobilizado para atuar na reconstrução das cidades.
“Seguiremos apoiando a população paranaense e prestando todo o auxílio que for necessário”, escreveu Lula.
Segundo o Planalto, a comitiva que viaja ao Paraná inclui representantes da Saúde, da Defesa Civil Nacional e da Força Nacional do SUS, que dará suporte às equipes locais de atendimento médico.
Frente fria continua avançando pelo Sul e Sudeste
O tornado foi provocado por um ciclone extratropical que atravessa o Sul do país, favorecendo tempestades severas e ventos intensos. Além do Paraná, o fenômeno também causou estragos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, seguem em alerta para fortes chuvas e rajadas de vento nas próximas horas.
As autoridades orientam que moradores das regiões afetadas evitem áreas de risco, busquem abrigos seguros e sigam as orientações da Defesa Civil.