O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reagiu com entusiasmo ao anúncio dos Estados Unidos de que vão retirar as tarifas extras aplicadas a produtos brasileiros. Em mensagem publicada nas redes sociais na sexta-feira (14), o ministro disse que a decisão marca um avanço importante para o país e credita o desfecho à atuação diplomática conduzida pelo governo Lula (PT).
“O governo americano comunicou a retirada das taxas sobre diversos produtos brasileiros — um gesto que evidencia o peso do Brasil nas relações internacionais”, escreveu o ministro. Ele afirmou ainda que o resultado é fruto de uma estratégia “firme e coordenada” do Palácio do Planalto.
A medida foi formalizada por meio de uma ordem executiva da Casa Branca, que reduz tarifas sobre itens como café, carne, açaí e frutas tropicais frescas ou congeladas. Os detalhes da amplitude da redução ainda não foram divulgados. Esses produtos estavam submetidos, desde agosto, a uma sobretaxa de 50% imposta pelos EUA.
Trump diminui tarifas para café, carne bovina e frutas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (14) uma ordem executiva que reduz, de forma retroativa, as tarifas aplicadas a importações agrícolas como carne bovina, tomates, café e bananas. A medida têm efeito retroativo e passou a valer a partir das 00h01 de quinta-feira (13).
No documento, Trump afirma que tomou a decisão “após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por autoridades, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda interna atual por certos produtos e a capacidade interna atual de produção de certos produtos”.
O republicano também determina que, sempre que a execução da ordem exigir devolução de valores já pagos, “os reembolsos serão processados de acordo com a legislação aplicável e os procedimentos padrão da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA para tais reembolsos”.
Apesar da redução tarifária, Trump destacou que o secretário de Comércio e o Representante Comercial dos Estados Unidos continuarão monitorando o que classificou como uma “emergência” relacionada ao déficit comercial do país.
A ordem assinada pelo presidente exclui determinados produtos das chamadas taxas tarifárias “recíprocas”, anunciadas em abril, que variam de 10% a 50%. Ainda assim, o texto não elimina completamente a cobrança de tarifas sobre essas mercadorias.