O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho foi reaberto nesta segunda-feira (8), no distrito de Caboto, em Candeias, após cerca de 25 anos fechado. A obra devolve ao público o antigo Engenho Freguesia, um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do período colonial na Bahia, agora requalificado para receber visitantes.
A cerimônia de entrega contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e participação das secretarias estaduais de Cultura e Turismo. “É uma alegria imensa para o Governo do Estado inaugurar o museu, com um investimento de mais de R$ 42 milhões, executado pela Secretaria de Turismo e entregue ao IPAC, que vai gerenciar o equipamento pela sua vocação cultural”, disse a Subsecretária de Turismo, Giulliana Brito.
A nova fase do espaço amplia o foco na leitura crítica do passado escravocrata e valoriza narrativas de povos negros e indígenas. “Trouxemos de volta o engenho do período colonial, com uma nova historiografia e narrativas indígenas e africanas, oferecendo aos visitantes uma experiência singular”, afirmou Giulliana, destacando o papel do museu como integrador dos eixos cultural e náutico da Baía de Todos-os-Santos.
Além da restauração arquitetônica, o museu recebeu recursos multimídia, nova sinalização e vitrines para o acervo dos séculos XVII ao XIX. Para ampliar o acesso, o governo aposta na integração com roteiros turísticos. “Foram construídos roteiros náuticos e culturais nos 18 municípios da Bahia de Todos os Santos, criando infraestrutura favorável para que o museu seja fomentado e bem visitado”, explicou a Subecretaria.
Jerônimo explica etapas para abertura de Museu Wanderley Pinho e fala em gestão compartilhada com setor privado
O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho foi reaberto nesta segunda-feira (8), no distrito de Caboto, em Candeias, após permanecer fechado por 25 anos. Durante o evento de reinauguração, o governador Jerônimo Rodrigues falou sobre a demora para a reabertura do espaço, cujas obras de requalificação e restauro já haviam sido concluídas em 2024.
“Nós estávamos preparando as obras, porque não era só a estrutura física, era uma exposição que pudesse dar conta, então isso requer mobilidade. Tem obra de arte do Museu de Arte Moderna, do Museu de Arte Contemporânea, Museu de Arte da Bahia, Solar do Ferrão, do Parque Histórico Castro Alves. A gente aguardando a hora correta”, disse o governador.
Ainda segundo Jerônimo, houve também uma espera para uma possível reabertura durante o verão, alta temporada do turismo baiano. O governador revelou ainda que deve ser feita uma campanha de publicidade convidando os turistas que visitarem a Bahia no Carnaval a passar em Candeias para visitar o museu e seus outros atributos.
“Eu também já pedi para que o secretário Bruno cuidasse de como é que tem que ser a gestão. Eu entendo que um patrimônio como este, o Estado tem que ter responsabilidade, porque nós estamos criando uma cultura de visita, de trabalho, de valorização dos museus na Bahia”, afirmou.
“Mas eu penso que o setor privado tem que contribuir. De repente, uma gestão compartilhada com o setor privado, uma espécie de um PPP. Vamos ter que desenhar um formato que a gente garanta a democracia do acesso aos museus, mas que também se divida a conta com o governo do Estado”, finalizou.