Abin realizou espionagem inadequada, tendo ministros do STF como alvos, no governo Bolsonaro

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O governo de Jair Bolsonaro (PL) conduziu monitoramento irregular, inclusive de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um sistema de espionagem com geolocalização de celulares da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os alvos incluíram 2,2 mil jornalistas, advogados, políticos, alguns ministros do STF e indivíduos considerados adversários pela administração do ex-presidente.

Conforme a apuração da Polícia Federal, o sistema foi empregado em mais de 30 mil ocasiões. Além dos ministros, a espionagem alcançou indivíduos que frequentavam o Supremo Tribunal Federal. Essa notícia foi divulgada em primeira mão pelo jornalista César Tralli, no G1, e confirmada pelo Metrópoles com fontes na Polícia Federal. Embora ainda não haja informações sobre quais ministros foram alvo desse monitoramento, a investigação contém detalhes sobre essa prática irregular.

Nesta sexta-feira (20), a Polícia Federal deu início à Operação Última Milha, que tem como objetivo investigar o uso não autorizado do software FirstMile por parte de servidores da Abin. Durante a operação, os agentes executaram dois mandados de prisão, 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorreram em estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

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