Aleluia aponta ‘omissão’ do PT na segurança pública e diz que crime organizado impõe regras na Bahia

O ex-deputado federal e pré-candidato ao Governo da Bahia, José Carlos Aleluia (Novo), voltou a criticar, nesta terça-feira (3), a condução da segurança pública no estado e atribuiu à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a responsabilidade pelo avanço do crime organizado e pelo cenário de insegurança enfrentado pela população baiana. As declarações foram feitas através de vídeo divulgado nas redes sociais, em que comenta episódios recentes em diferentes regiões do estado.

Ao abordar denúncias ocorridas em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, Aleluia apontou a atuação de grupos criminosos que estariam interferindo diretamente na prestação de serviços básicos em condomínios residenciais. Segundo relatos de moradores, empresas de internet teriam suspendido o atendimento após ameaças a trabalhadores e sabotagem da infraestrutura, como o corte deliberado de cabos de comunicação.

“Na semana passada, aqui na Bahia, uma organização criminosa cortou cabos de comunicação de um condomínio e passou a exigir que os moradores paguem pelo serviço do crime. Enquanto vivemos dominados pela violência, na política baiana só se fala em disputas internas e ninguém quer investigar escândalos que envolvem o sistema financeiro, como os casos do Credcesta e do Banco Master”, afirmou Aleluia.

Denúncias em Camaçari expõem atuação do crime organizado

Na avaliação do pré-candidato, os episódios registrados em Camaçari evidenciam a fragilidade do Estado diante da atuação de organizações criminosas. Ele destacou que a imposição de serviços clandestinos, aliada à intimidação de trabalhadores, compromete não apenas a segurança dos moradores, mas também o funcionamento de atividades econômicas regulares.

Segundo os relatos citados por Aleluia, empresas responsáveis pelo fornecimento de internet decidiram interromper o atendimento em determinados locais por falta de condições mínimas de segurança para seus funcionários. Para ele, situações desse tipo demonstram a perda de controle sobre áreas dominadas pelo crime e refletem diretamente na rotina da população.

O pré-candidato afirmou que o problema vai além da interrupção de serviços e atinge a credibilidade do Estado, que, segundo ele, deixa de garantir direitos básicos e abre espaço para a atuação de grupos ilegais.

Morte de policial militar reforça crítica à gestão da segurança

Aleluia também citou a morte do cabo da Polícia Militar Glauber Rosa Santos, de 42 anos, como exemplo do agravamento da violência no estado. O policial foi baleado na cabeça durante um confronto armado na entrada do bairro Vale das Pedrinhas, em Salvador, na madrugada desta terça-feira (3).

De acordo com informações da Polícia Militar, o agente chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE_, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda segundo a corporação, ao menos três trocas de tiros foram registradas nas primeiras horas do dia, e quatro suspeitos morreram durante as ações policiais.

Para Aleluia, o episódio evidencia que a escalada da violência atinge não apenas a população civil, mas também os próprios profissionais responsáveis pela segurança pública.

“Quando técnicos de internet são ameaçados ou assassinados, e quando um policial militar perde a vida em confronto, isso mostra que o Estado deixou de cumprir sua função básica”, disse Aleluia ao comentar o caso.

Segurança pública fora das prioridades do governo estadual

Na sequência, o pré-candidato criticou o que classificou como falta de prioridade da gestão estadual diante da crise na segurança pública. Segundo ele, o cenário atual demonstra a ausência de uma política efetiva de retomada de territórios dominados pelo crime.

“O que passa a imperar é a soberania e a democracia do crime. Segurança pública não é discurso. É retomada de território, é presença firme do Estado, para que o crime não crie raízes”, afirmou Aleluia ao defender mudanças na estratégia adotada pelo governo.

Ele também apontou que a ausência de ações concretas gera impactos diretos na atividade econômica e na sensação de insegurança vivida pela população baiana, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Críticas ao silêncio político e defesa de mudança no debate

Aleluia afirmou ainda que o silêncio de parte das lideranças políticas e parlamentares da Bahia contribui para o agravamento do cenário. Para ele, a segurança pública precisa voltar a ocupar posição central no debate político estadual. “Enquanto em outras regiões do país se discute desenvolvimento e liberdade econômica, aqui ainda convivemos com a lei da força”, disse o pré-candidato.

Ao final do vídeo, Aleluia reforçou sua motivação para disputar o comando do Executivo estadual e afirmou que não aceita a permanência de um estado dominado pelo crime e pela omissão do poder público. “É por isso que sou pré-candidato ao Governo da Bahia porque me recuso a aceitar um estado dominado pelo crime e pela omissão”, concluiu.

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