Comemoração de 50 anos do tombamento do patrimônio histórico de Cachoeira é celebrado com mais de 100 casarões em ruina

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A cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano, celebra 50 anos de tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico do município. O evento, que esse ano acontecerá de forma virtual, deu inicio na segunda-feira (25), e ocorrerá até sexta-feira (29). Porém, é um evento que tem pouco a ser comemorado.

Tombada pelo  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1971, em plena vigência da ditadura, cachoeira é uma das cidades baianas que mais preservaram a sua identidade cultural e histórica. Isso ocorre na teoria, na pratica, a cidade de Cachoeira não tem muitos motivos para se orgulhar.

Em uma entrevista com o antropólogo Gustavo Falcon, ele afirma que, “Existe mais de 100 edificações, entre casas, sobrados e até templos, como a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios em estado de arruinamento, em que prese todo o esforço governamental, dinheiro gasto insuscetível, etc. Então, o patrimônio da cidade não tem muito o que se orgulhar, não.”

Dos cerca de 600 imóveis considerado de valor histórico e arquitetônico que se encontra na área central de Cachoeira, aproximadamente 100,  encontra-se abandonado ou em estado de abandono. Muitos desses imóveis são propriedades particulares, cujo os donos não tem qualquer interesse de reformar por razões econômicas ou não.

Por todos esses aspectos, é preciso que seja uma comemoração critica, valorizando o que foi feito de positivo, mas fazendo cobranças para os lideres políticos para que possam olhar para a cidade, porque Cachoeira além de ser um ativo cultural, turístico e econômico, é um patrimônio histórico nacional.

 

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