Delação de empresária implica Rui Costa na compra de respiradores que não foram entregues; ex-governador rebate acusações

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), está sendo investigação devido ao contrato de R$ 48 milhões para a compra de respiradores. Essa situação está ocorrendo devido a delação premiada da empresária Cristiana Taddeo, da Hempcare, empresa que recebeu o recurso milionário, em 2020.

O ex-governador também foi mencionado no depoimento à Polícia Federal feito pelo ex-secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, responsável pelas tratativas com a empresa. Ele disse ter fechado o negócio por ordem do petista. O contrato foi realizado com a empresa durante a gestão de Costa como governador da Bahia.

Um dos mais influentes ministros do governo Lula, Rui nega as acusações. Foi ele, como governador na época, quem determinou a investigação sobre o caso — o que ele ressalta para negar envolvimento com irregularidades.

De acordo com Taddeo, a contratação da empresa foi intermediada por um empresário baiano “amigo de Rui Costa”. Este foi o caso de Cleber Isaac. Essa situação vai de encontro com o que era dito sobre o envolvimento da ex-primeira-dama, Aline Peixoto.
Já Bruno Dauster disse em depoimento que essas tratativas tiveram o aval do então governador, Rui Costa. Na ocasião, Dauster pontuou que houve uma flexibilização nos critérios por causa da pandemia e devido ao aumento da procura no mercado por respiradores.

Ainda segundo Dauster, Cleber Isaac, teria recebido cerca de R$ 1,6 milhão nesse processo de intermediação com a Hempcare para a compra dos respiradores. Dauster e Taddeo, inclusive, relataram a mesma situação para a PF.

Bnwews

Veja também: