Ex-comandante do Exército confirma reuniões sobre “minuta do golpe”

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn

O ex-comandante do Exército e general da reserva Marco Antônio Freire Gomes, respondeu a todas as perguntas da Polícia Federal (PF) feitas durante depoimento, nesta sexta-feira, 1º. Freire é citado no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao ser informado que seria ouvido na condição de testemunha, tendo a obrigação de falar a verdade, o general ficou por mais de sete horas na sede da PF, em Brasília, onde foi ouvido, conforme informações da TV Globo.

À TV Globo, fontes da PF informaram que o general disse tudo o que sabia durante o depoimento. Agora, o objetivo dos agentes é manter o sigilo do conteúdo para não comprometer o resultado da investigação.
Segundo apuração da CNN, Freire confirmou em depoimento à PF ter presenciado reuniões onde foram discutidos os termos da chamada “minuta do golpe”. Os encontros foram citados na delação do tenente-coronel Mauro Cid.

Os investigadores agora vão analisar detalhes do depoimento e buscam manter o máximo de informações sob sigilo para estudar novos passos da apuração sobre uma tentativa de golpe de Estado.

O depoimento de Freire Gomes faz parte da operação Tempus Veritatis, deflagrada pela PF em 8 de fevereiro. A polícia investiga se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ex-ministros e militares fizeram parte de uma trama golpista.

Na avaliação dos investigadores, o general Freire Gomes teve papel importante para evitar o uso das tropas do Exército em atos golpistas. A PF queria saber ainda por que o ex-comandante não denunciou o que estava sendo tramado dentro do governo.

Veja também: