Homenagens a Bembé do Mercado são iniciadas em Santo Amaro

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As homenagens ao 133 anos do Bembé do Mercado, o maior candomblé de rua do mundo, foram iniciadas nesta quarta-feira (11), após dois anos de festejos limitados por causa da pandemia. O Bembé é realizado em todo 13 de maio desde 1889, para celebrar o fim da escravidão e reforçar a resistência dos povos negros, na cidade de Santo Amaro.
Na quarta-feira (10) foram feitos os rituais de sacralização do espaço onde a festa é feita. O Bembé foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em junho de 2019. O título foi concedido pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A celebração do candomblé a céu aberto é considerada Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2012, por decisão do governo do estado.
O Bembé do Mercado teve início um ano após a abolição da escravatura. Com base na religiosidade popular de matriz africana, a festa é reforçada pelos praticantes como um culto às divindades das águas representadas por Iemanjá e Oxum, sendo também momento de agradecer a proteção individual e coletiva.

São três momentos cerimoniais: os ritos ligados ao fundamento da festa (as cerimônias para os ancestrais, o Padê de Exu, o Orô de Iemanja e Oxum); o Xirê do Mercado; e a entrega dos Presentes destinados a Iemanjá e a Oxum.

Existem diversas teorias sobre o uso do nome Bembé, quase todas assentadas nos processos da diáspora africana – que é o nome dado à imigração forçada de homens e mulheres do continente.

Entretanto, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com os praticantes mais antigos, indica que o nome deriva de candomblé́.

G1

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