Médicos foram mortos por engano e alvo era miliciano parecido com baiano, aponta polícia

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
LinkedIn

Os quatro médicos que sofreram um ataque na madrugada desta quinta-feira (5), na orla da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, teriam sido baleados por engano, e o médico baiano, Perseu Ribeiro Almeida, teria sido confundido com um poderoso miliciano da região. Essa é a principal linha de investigação da Polícia Civil, segundo a TV Globo.

A ação criminosa resultou em três médicos mortos. Um deles era Perseu, profissional natural de Jequié que estava no Rio de Janeiro, assim como seus colegas, à espera de um congresso internacional de ortopedistas.

De acordo com a emissora, Perseu é bastante parecido com o miliciano de Jacarepaguá, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho de Dalmir Pereira Barbosa, apontado como um dos principais chefes da milícia da Zona Oeste do Rio.

A similaridade com Taillon fez com que Perseu, que aparece em uma foto com camisa do Bahia, se tornasse alvo dos criminosos. Conforme a investigação, a ação criminosa não teve planejamento prévio, já que as vestimentas dos criminosos – bermuda e ausência de máscaras – não condiziam com as roupas comumente usadas em ataques de execução.

Áudio reforça linha de investigação de que assassinato de médicos no Rio teria sido por engano

Momentos antes do assassinato de três médicos na madrugada desta quinta-feira, 5, na orla da Barra da Tijuca, a Polícia Civil do Rio interceptou conversa telefônica que os investigadores consideram um indício de que as vítimas foram mortas por engano.

Na ligação, interceptada com autorização judicial durante investigação que já estava em andamento sobre milicianos que atuam na zona oeste do Rio, um homem diz a outro que “acho que é posto 2” e recebe uma resposta que é inaudível. A voz seria de Juan Breno Malta, conhecido como BMW e principal auxiliar do Philip Motta, o Lesk, ambos, segundo a polícia, ligados à milícia e ao tráfico. Lesk teria rompido com milicianos para aderir à facção criminosa Comando Vermelho.

Segundo a polícia, BMW havia recebido a informação de que o miliciano Taillon Alcântara Pereira Barbosa estava no quiosque da Naná e tentou explicar o local para um comparsa incumbido de matá-lo. O quiosque da Naná, no entanto, fica entre os postos 3 e 4 da orla da Barra da Tijuca.

Taillon é filho de Dalmir Pereira Barbosa, que, segundo a polícia, é líder de uma milícia da zona oeste e vive em confronto com a quadrilha de Lesk. Taillon é parecido fisicamente com o médico Perseu Ribeiro Almeida, uma das vítimas dos assassinos. Os outros mortos foram Marcos de Andrade Corsato e Diego Ralf Bonfim. O médico Daniel Sonnewend Proença sobreviveu ao ataque criminoso e encontra-se hospitalizado.

Outro indício de que o crime tem relação com a quadrilha de Lesk é que o carro usado no crime, um Fiat Pulse branco, foi rastreado pela polícia e seguiu até a favela de Cidade de Deus, que é uma base do Comando Vermelho.

De acordo com imagens de câmeras de segurança do quiosque fornecidas pela Polícia Civil do Rio, é possível ver os três homens aparentemente encapuzados descendo de um veículo e indo em direção aos médicos para efetuar os disparos. Alguns dos criminosos atiram várias vezes nas vítimas.

Os médicos estavam hospedados no Hotel Windsor, que fica localizado na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, para acompanhar o 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva do Pé e Tornozelo.

Polícia encontra em carro corpos de suspeitos de assassinar médicos no Rio

Os corpos que seriam de traficantes suspeitos de executar os três médicos no Rio de Janeiro foram encontrados pela polícia, na noite de quinta-feira (5). Eles teriam sido executados pelo Comando Vermelho após a repercussão do crime pela morte por engano dos profissionais de saúde.

Ao todo, quatro corpos foram localizados pela polícia: três estavam dentro de um carro na Rua Abrahão Jabour, nas proximidades do Riocentro; e outro no segundo veículo, na Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na Gardênia Azul. Essas áreas são disputadas por milícias e facções.

Dois corpos já foram identificados: Philip Motta Pereira, o Lesk, e Ryan Nunes de Almeida, o Ryan.

A principal hipótese da polícia é de que o médico baiano Perseu Ribeiro Almeida teria sido confundido com o Taillon Alcântara Pereira Barbosa, filho de Dalmir Pereira Barbosa, que, segundo a polícia, é líder de uma milícia da zona oeste e vive em confronto com a quadrilha de Lesk.

Os outros mortos foram Marcos de Andrade Corsato e Diego Ralf Bonfim. O médico Daniel Sonnewend Proença sobreviveu ao ataque criminoso e encontra-se hospitalizado.

Veja também: