Pauta Livre – Por Rogaciano Medeiros

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MEDONHO
Nesta quarta-feira, a Câmara Federal deve repetir o espetáculo dantesco do dia 2 de agosto, quando foi votada a primeira denúncia da PGR, e novamente salvar o presidente Temer de um processo no STF. O governo aperta o cerco aos deputados indecisos com ameaças de retaliação. Vergonha nacional com repercussão mundial. É o Brasil pós golpe.

DEPOIS
Crescem, consideravelmente, as pressões, inclusive dentro do próprio governo, para a revogação da portaria que libera o trabalho escravo. A tendência é cair, mas sem dúvida só depois da votação, amanhã, na Câmara Federal, da segunda denúncia da PGR. Afinal, Temer a editou justamente para garantir os votos da bancada ruralista. Mas, dificilmente conseguirá mantê-la. As fortes reações nacionais e internacionais o farão voltar atrás.

PLEBISCITO
O povo terá a oportunidade de se manifestar contra ou a favor das reformas neoliberais do governo Temer. Em entrevista ao jornal espanhol El País, Lula garantiu fazer um plebiscito tão logo seja empossado, caso vença a eleição do próximo ano. O ex-presidente lidera a corrida presidencial. Disparadamente.

FIRMEZA
Presidenciável do PDT, Ciro Gomes cada vez mais assume um discurso para ganhar setores progressistas de linha nacionalista. O ex-governador do Ceará garantiu que se Temer ousar privatizar a Petrobrás e a Eletrobrás, ele toma de volta depois de eleito presidente da República. “Nem pensar. Não é questão de esquerdismo infantil. Por que vamos entregar aos estrangeiros? Isso é estratégico, é uma vantagem que vamos ter de usar por 30 anos”.

AUTOCRÍTICA
Jornalista política de grande credibilidade, Tereza Cruvinel indaga quando instituições e líderes políticos como a OAB e o ex-presidente FHC farão uma autocrítica por terem apoiado o golpe. Ela fala em “outros”, categoria na qual se pode incluir STF, PGR, PSB e demais pessoas jurídicas e físicas que deram e ainda dão sustentação ao golpismo.

RECEBA
Como diz a sabedoria popular, quem diz o que quer ouve o que não quer. Em entrevista à mídia internacional, o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, afirmou que “Temer não tem moral para falar em democracia”. Um direto de direita. Na cara.

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