Pauta Livre – Por Rogaciano Medeiros

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SEM CRÉDITO
Cada vez mais o juiz Sérgio Moro revela total descompromisso com a democracia, a República, o Estado de direito e o federalismo. Agora, chega ao cúmulo de declarar que o Brasil é um país governado por “gângsters”. Ele não tem autoridade para fazer tal afirmação por dois motivos. Primeiro por ocupar função de Estado e depois porque ajudou, diretamente, a colocar na presidência a “quadrilha” que se apoderou do país, como diz o ex-ministro Ciro Gomes.

SÓ NO BRASIL
Em nenhuma República democrática do mundo, um juiz, que exerce função de Estado, como é o caso de Sérgio Moro, e que legalmente deve se pautar pela discrição, chamaria os governantes, por piores que sejam, de “gângsters”, impunemente, sem sentir o peso da lei. Mas, como ele próprio diz que estamos na “excepcionalidade”, então vale tudo. Virou avacalhação.

APOIO POPULAR
Líder disparado na corrida presidencial, com ampla vantagem sobre os adversários, a caravana de Lula pelo Nordeste é vista por analistas como uma forma de o ex-presidente se respaldar ainda mais no apoio popular para vencer a perseguição política. Ao mesmo tempo, claro, fortalecer a campanha eleitoral. As elites ultraconservadoras têm feito de tudo para tirá-lo do páreo.

PELO ÓDIO
As manifestações dos supremacistas brancos, na Virgínia, Estados Unidos, semana passada, lembram aquelas promovidas em 2016 pelas elites ultraconservadoras no Brasil. Sob o argumento do combate à corrupção, exibiam intolerância a um governo popular. Nos dois casos, a raiz está no ódio. Os norte-americanos no ódio de raça e os golpistas brasileiros no ódio de classe.

SÓ FINGIMENTO
É querer fazer o povo de idiota. Somente agora, depois de liberá-lo para curtir a impunidade nos Estados Unidos, é que o Ministério Público Federal descobre ter sido enganado por Joesley Batista, o homem do presunto. Agora, se fosse com Lula, Dilma ou algum político da esquerda, aí o MPF teria pecado por excesso. Mas, como se trata de golpista, foi condescendente.

É ISSO MESMO
Um primor de arrogância a resposta do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, diante da denúncia de que em julho o juiz Mirko Vicenzo Giannotte recebeu líquido de salário R$ 415.693,02. O Bruto foi de R$ 503.928,79. Como não podia negar, diante da publicação do contracheque, o texto só faltou dizer: é isso mesmo, e daí? Se não gostou dê o seu jeito.

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