A renúncia do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no domingo (22), para se dedicar à pré-campanha presidencial pelo partido Novo deu tração também à pré-candidatura de seu correligionário José Carlos Aleluia ao Governo da Bahia. Apesar de ainda pontuarem de maneira tímida nas pesquisas, ambos sinalizam que vão sustentar as posições, até porque o início oficial das campanhas costuma modular os cenários.
“Em campanha, sobretudo quando abre o período de televisão, você tem normalmente uma flutuação muito grande dos candidatos, portanto ainda é muito cedo para se fazer qualquer prognóstico, e nós como partido Novo sairemos com o governador Zema, priorizando uma nominata de deputados para nos acompanhar na campanha”, disse Aleluia nesta segunda-feira (23), em entrevista.
Essa posição, consequentemente, afugenta os rumores de que Aleluia poderia, em favor da unidade das oposições, declinar do projeto solo para aglutinar com as demais forças de enfrentamento ao PT na Bahia para encaminhar uma eventual vitória em primeiro turno.
“Está fora do meu radar isso. O meu radar está em disputar a eleição, fazer bancada e tentar ir para o segundo turno”, contrapôs José Carlos Aleluia.
“Está muito cedo para isso [pensar em aglutinar]. Oito anos atrás Zema não tinha o que eu tenho hoje, era muito menos conhecido. Hoje a maioria das pessoas não sabe que eu sou candidato, eu não estou viajando, não estou fazendo campanha. Estou trabalhando na imprensa, que tem feito uma cobertura boa, não só da minha campanha, mas de todo mundo, e tenho também trabalhado nas redes sociais. Mas isso já tem me dado uma posição que eu não esperava, eu não esperava ter 3%, estava trabalhando com a ideia de estar nessa época com 1%, 1,5%. Eu estou tranquilo com o que tem aparecido nas pesquisas, inclusive na dos outros candidatos”, justificou.