Salvador: 71 % dos jovens estão infectados com HPV

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

Sete em cada dez soteropolitanos entre 16 e 25 anos de idade estão infectados com HPV, vírus causador do câncer de colo de útero e de outros tipos de tumor. De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (27), Salvador tem a maior taxa de prevalência de HPV entre as capitais do país com 71,9% da população nessa faixa etária infectada. Em seguida, aparecem Palmas (61,8%), Cuiabá (61,5%) e Macapá (61,3%).

Na outra ponta da lista, com a menor prevalência, está Recife, com índice de 41,2%. A cidade de São Paulo tem taxa de 52%, próxima do índice nacional – que é 54,6%. Já Brasília, Campo Grande e Belo Horizonte não informaram dados suficientes para que a pesquisa fosse fechada.

A estimativa é de um estudo epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre. Os pesquisadores entrevistaram 7.586 pessoas, das quais 2.669 foram submetidas ao teste de HPV. A partir dos exames, a prevalência estimada do vírus foi de infecção de mais da metade de população brasileira. Deste grupo, 38,4% apresentam tipos de HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

De acordo com o ministério, é a primeira vez que um estudo estima a prevalência do vírus na população brasileira. O dado é importante, afirma a pasta, para medir o impacto da imunização daqui a alguns anos. Esse estudo é preliminar. Os dados completos só serão divulgados em 2018.

A vacina contra a doença está disponível para meninas de 9 a 14 anos. Neste ano, o imunizante também ficou disponível para meninos de 11 a 14 anos. Embora o imunizante seja gratuito e esteja disponível em todos os postos de saúde do país, o governo federal tem tido dificuldades de alcançar a cobertura vacinal ideal. Nos últimos anos, a taxa de adesão tem ficado em 50%.

A população do estudo foi composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens, sendo a média de idade de 20,6 anos. A maioria das entrevistas era composta de indivíduos que se autodeclararam pardos (56,6%), seguido de brancos (23,9%) e pretos (16,7%). Apenas 111 indivíduos se autodeclararam amarelos (1,7%) e 74 indígenas (1,2%). Essa distribuição é a mesma observada pelo último censo brasileiro onde os grupos raciais pardo e branco representaram a maioria da população dessa mesma faixa etária.

Em relação à escolaridade, 37,9% dos jovens referiram estar estudando; 28,3% interromperam os estudos e 33,8% concluíram os estudos. A população que compôs o POP-Brasil foi, majoritariamente, da classe C (55,6%) ou D-E (26,6%), seguida da classe B (15,8%) e somente 112 indivíduos foram incluídos na classe A (2,0%). Dos indivíduos que afirmaram estar trabalhando, 21% o fazia sem carteira de trabalho assinada (ou trabalho informal – por conta própria), 20,8% trabalhavam com carteira assinada, 1% era servidor público e 57% somente estudavam.

A maioria dos indivíduos referiu estar em uma relação afetiva estável, sendo que 41,9% estavam namorando e 33,1% casados (ou morando com o parceiro); o restante estava sem relacionamento, sendo solteiro (24,2%) ou divorciado (0,7%).

Dos jovens entrevistados, 15,6% referiram fumar cigarros, 70,8% relataram já terem feito uso de bebidas alcoólicas e 27,1% de drogas, ao longo da vida. A droga mais utilizada foi a maconha (23,7%). Quanto à saúde sexual, a média de idade de início da atividade sexual foi de 15,3 anos sendo 15,4 anos para mulheres e 15 anos para homens.

Veja também: