Taxista relata como norte-americano o esfaqueou “para matar”

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Uma das vítimas que teria sido esfaqueada pelo norte-americano Zachary Mikaya, o taxista João Neto, relatou para o colega e membro do Conselho Estadual dos Taxistas, João Adorno, como a agressão aconteceu ‘do nada’. O homem segue internado no Hospital Geral do Estado (HGE) onde passa por cirurgia.

Adorno contou que o crime foi cometido pouco depois do suspeito ter desferido oito golpes na companheira, que também segue internada no HGE. De acordo com ele, a agressão iniciou após o taxista questionar sobre o destino do norte-americano.

“O colega estava se deslocando com ele, que quis mudar o destino inicial. O colega então perguntou para onde de fato ele queria ir e, simplesmente, ele [o suspeito] começou a golpear. Ele começou a golpear do lado direito, no pescoço e no braço. Graças a Deus, o colega conseguiu soltar o cinto e se jogou para fora do carro. O veículo começou a descer e bateu no carro de trás. Então, ele [o suspeito] saiu do carro e começou a correr”, conta Adorno.

João Neto, que ‘roda’ táxis há cerca de 10 anos, está internado no HGE acompanhado dos familiares. “A esposa e o irmão estão com ele lá. Está todo mundo mobilizado para localizar [o suspeito]. Agora, ele deve passar por duas ou três cirurgias, porque foram muitas lesões e é aguardar. Provavelmente, ele deve receber alta lá para quarta ou quinta da semana que vem”, salientou.

Não se sabe ao certo quantos golpes João Neto recebeu, mas sim que ele escapou por pouco da morte. “Ele falou comigo que ele deu as facas de maneira letal, para matar o colega, sem motivo nenhum. Apenas porque queria ir para um lugar e depois mudou. E quando ele [ a vítima] perguntou, ele [o suspeito] começou a esfaquear. Que, na verdade, era com um punhal, que é pior ainda”, completou o colega.

Apesar de muito ferido, João Neto ainda enviou um áudio para tranquilizar os amigos por volta das 15h45. “Estou no Aguardo para poder ser feito a cirurgia. Levei algumas facadas, mas graças a Deus, estou bem. Podem ficar tranquilos”.

Como representante do Conselho Estadual dos Taxistas, Adorno disse que está em contato com a Secretaria de Segurança Pública para cobrar providências. “Nós taxistas queremos esse americano ‘de qualquer forma'”.

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