Trump é multado em R$ 1,7 bilhão por fraude em empresa

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Um juiz de Nova York anunciou, nesta sexta-feira, 16, uma multa ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump de quase US$ 355 milhões (R$ 1,76 bilhão) e o proibiu de administrar seus negócios por três anos, de acordo com a sentença.

“O Tribunal proíbe Donald Trump […] de atuar como funcionário ou diretor de qualquer corporação de Nova York ou outra entidade legal em Nova York por um período de três anos,” escreveu o juiz Arthur Engoron em sua decisão, ordenando que o magnata republicano, seus filhos e a empresa familiar, o conglomerado Trump Organization, paguem uma multa de US$ 354.868.768 (aproximadamente R$ 1,765 bilhão, na cotação atual).

Donald Trump, que busca retornar à Casa Branca nas eleições de novembro, e dois de seus filhos -Donald Trump Jr. e Eric Trump- compareceram em um longo processo civil de outubro a janeiro, acusados de inflar o valor dos ativos da Trump Organization.

“Sua total falta de contrição e remorso chega a ser patológica. Eles só são acusados de inflar o valor dos ativos para ganhar mais dinheiro”, disse o juiz Engoron em sua sentença, na qual afirma que “os acusados são incapazes de admitir seu erro”.

“Em vez disso, adotam uma postura de ‘não ver o mal, não ouvir o mal, não falar o mal’ que as provas desmentem”, acrescentou.

Com esta sentença, o “tribunal pretende proteger a integridade do mercado financeiro e, portanto, o público em geral”, afirmou o juiz.

A procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, uma democrata eleita que apresentou uma ação civil em 2022 alegando fraude financeira contra os membros da família Trump, solicitava US$ 370 milhões (R$ 1,840 bilhão) por danos.

Essa multa se soma aos mais de US$ 80 milhões (R$ 398 milhões) que outro tribunal recentemente condenou Trump a pagar por difamação a uma escritora que o acusou de tê-la agredido sexualmente na década de 90.

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