Por Gustavo Falcón*
Quando a imagem de Nossa Senhora do Rosário se deslocar em cortejo da Igreja Matriz para a Capela de Nossa Senhora da Ajuda no dia 12 de fevereiro, sob o comando do Cônego Hélio Cézar Leal Villas-Boas, a histórica cidade de Cachoeira, dará início aos festejos comemorativos do jubileu dos 350 anos de criação da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira que se estenderão numa esmerada programação religiosa e cultural até o dia 18 de fevereiro do ano de 2024.
Freguesia, no Brasil Colônia, era o termo usado na organização hierárquica da Igreja Católica para designar uma circunscrição sob a jurisdição espiritual de um sacerdote.
A efeméride já começou a mobilizar a paróquia, as Irmandades religiosas e os fies da cidade que tem Nossa Senhora do Rosário como padroeira. Afinal, são três séculos e meio de história! Uma série de ações, como encontros marianos, peregrinações pelos quase trinta municípios que integraram a freguesia no momento da sua fundação em 1674, seminários, além de show, livro especial sobre a trajetória da devoção e da freguesia e documentário, entre outras, vão animar os festejos dessa data especial para o povo católico do Recôncavo baiano.
Uma comissão inicial, integrada pelo pesquisador Antônio Moraes Ribeiro, por Aldo Figueiredo, presidente da Irmandade de Nossa Senhora da Ajuda, Maria Aparecida Vasconcelos Pellegrini, diretora de Patrimônio e por este modesto escriba, já foi designada pelo Cônego para cuidar do evento que mobilizará não apenas o município de Cachoeira mas toda a extensa área da antiga freguesia, que se estendia sobre um vasto território da Bahia antiga, área de quase 8 mil quilômetros quadrados.
MOBILIZAÇÃO E PARCEIRAS
O projeto da comemoração do jubileu dos 350 anos da criação da freguesia vai além da mobilização da comunidade católica.
Por isso, a Paróquia e a Irmandade de Nossa Senhora da Ajuda buscarão parcerias com a UFRB ( Universidade Federal do Recôncavo Baiano ), a Santa Casa Cultural, a Fundação Hansen Bahia, o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa do Estado, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores e o Governo Federal, considerando o fato de que eventos dessa natureza valorizam e promovem manifestações religiosas e culturais de grande significado para a Bahia e para o Brasil.
Mas o que vai conferir graça especial e muita força ao jubileu, sem dúvida, será a participação de cada cachoeirano, do devoto, do fiel, do membro da Irmandade, que com certeza, não vai medir esforços, vai arregaçar a manga da camisa e colocar mãos à obra, como sempre fazem os devotos quando são chamados a participarem de datas especiais como essa. A hora, agora, portanto, como dizem as veneráveis negras da Irmandade da Boa Morte, se referindo à Maria com carinho, respeito e intimidade “ é de trabalhar pra Yayá!”
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* Gustavo Falcón é jornalista, Mestre em Ciências Sociais, Doutor em História Social pela UFBa e membro da Irmandade de Nossa Senhora da Ajuda,
autor dos livros Nossa Senhora da Boa Morte e Nossa Senhora da Ajuda, Devoção Mariana no Recôncavo da Bahia.
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