Mateus Aleluia lança quinto álbum da carreira, que reflete trajetória de 65 anos

Nome célebre da música baiana, composta com referências afrodiaspóricas, Mateus Aleluia apresenta seu quinto disco, batizado apenas com seu nome, solo aos 81 anos, mostrando a magia da música: ser o melhor de si e dar o seu melhor à música. Sentimento descrito nas letras de Oh, Música, última das seis canções inéditas do trabalho. “Oh música, mostra-me a magia de eu só ser música e existir numa vida cósmica. Mostra-me vida, esperança, certeza de música eu ser”, canta.

Entregue, filosófico e amoroso, o eterno Tincoã celebra em estúdio a longevidade artística do seu canto. “Ainda mais na minha idade, a melhor verdade é ser”, defende em outra canção.

Com 65 anos de carreira musical, Mateus Aleluia é um dos maiores expoentes da música brasileira, conhecido por sua atuação pioneira no grupo Os Tincoãs, que expressou a herança cultural africana na MPB. Após viver duas décadas em Angola, onde aprofundou pesquisas antropológicas e culturais, Aleluia retornou ao Brasil e lançou álbuns importantes como Cinco Sentidos, Fogueira Doce, Olorum e Afrocanto das Nações — indicado ao Grammy Latino — e, agora, o recente Mateus Aleluia.

O disco é uma celebração a amor, uma reflexão que preza por um sentimento natural e relacional, uma onipresença da força amorosa manifestando-se ao longo das músicas: amor de pai, filho, aos ancestrais, à natureza, ao particular e ao coletivo. “Nesse nosso novo trabalho, nós pretendemos falar de uma linguagem que todos identificam como a linguagem do amor. Como se a linguagem do amor tivesse uma forma específica. Quando, para nós, tudo é amor”, explica Aleluia.

Crédito: Divulgação/Vinicius Xavier

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