Os primeiros efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos começaram a ser sentidos nas exportações da Bahia, de acordo com análise da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). Apesar da resiliência inicial das vendas baianas ao mercado americano, os dados mais recentes apontam impactos expressivos em setores estratégicos da economia do estado, especialmente entre produtos diretamente afetados pelas sobretaxas.
Entre julho e agosto de 2025, as exportações totais da Bahia caíram 19,4%, passando de US$ 934,6 milhões para US$ 753,7 milhões. Em contraste, as exportações para os Estados Unidos aumentaram 9,8%, totalizando US$ 64,1 milhões, impulsionadas principalmente por produtos isentos de sobretaxa, cujas vendas cresceram 136,7%.
Em contrapartida, produtos como mangas e pneus para ônibus, mesmo sujeitos a tarifas elevadas, tiveram aumento nas exportações, possivelmente devido a antecipação de embarques antes da vigência das tarifas, iniciada em 6 de agosto.
A FIEB alerta que ainda é cedo para mensurar plenamente os impactos do tarifaço, considerando que estratégias de antecipação ou adaptação de exportadores e compradores americanos podem ter influenciado os números. Além disso, uma nova lista de produtos isentos foi divulgada pelo governo dos EUA em 9 de setembro, o que pode alterar novamente a dinâmica comercial. A análise detalhada dos produtos beneficiados está em andamento.