Lula também citou as investigações sobre as fraudes em descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o presidente, os criminosos envolvidos no esquema teriam enriquecido durante a gestão de Bolsonaro, enquanto a investigação e as prisões ocorreram durante o governo petista. As declarações fazem parte da estratégia de Lula para se afastar dos escândalos relacionados ao Banco Master e à Previdência Social.
“Eles criaram um banqueiro chamado Vorcaro, em 2019. Na época deles, o bandido virou banqueiro. No meu mandato, ele virou prisioneiro porque foi o maior golpe da história desse país”, disse Lula.
Lula cita caso Vorcaro durante comício em Porto Alegre
O presidente esteve acompanhado de Juliana Brizola (PDT), candidata apoiada por ele ao Palácio Piratini, além dos candidatos governistas ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL).
Ao abordar o caso, Lula relacionou a trajetória empresarial de Vorcaro ao período iniciado em 2019, quando Jair Bolsonaro estava à frente do governo federal. O presidente afirmou que o empresário teria sido transformado em banqueiro naquela gestão e destacou que a prisão ocorreu durante seu próprio mandato.
A fala ocorre enquanto as investigações sobre o Banco Master avançam e documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo STF detalham movimentações atribuídas a Vorcaro antes da Operação Compliance Zero. Os registros passaram a integrar o contexto do caso que envolve o ex-banqueiro e outras pessoas investigadas.
Inquéritos no STF analisam recursos ligados a filme de Jair
O financiamento de Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, também é analisado em dois inquéritos no STF ligados ao Banco Master. O primeiro, sob relatoria de André Mendonça, investiga os repasses feitos por Vorcaro e busca esclarecer a origem e o destino dos recursos, além de verificar eventual utilização do dinheiro fora da produção cinematográfica.
O segundo procedimento está sob relatoria do ministro Flávio Dino e apura se a produtora Go Up Entertainment utilizou emendas parlamentares para financiar o filme.
Essa segunda investigação levou à Operação Make Up, realizada pela PF e pela Controladoria-Geral da União. A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Entre os alvos estavam o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme. Dino também determinou medidas cautelares contra Frias, incluindo a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados.
Há ainda uma investigação iniciada em São Paulo sobre um contrato de mais de R$ 150 milhões entre a Go Up e a Prefeitura para instalação de pontos de wi-fi em bairros da periferia. O acordo não teria sido cumprido integralmente e é alvo de suspeitas de desvio de parte dos recursos. O caso passou a tramitar no STF sob relatoria de Dino.
Lula também cita investigações sobre fraudes no INSS
Durante o comício em Porto Alegre, Lula também relacionou seu discurso ao caso das fraudes em descontos associativos do INSS. O presidente afirmou que criminosos teriam sido criados e enriquecido durante o governo Bolsonaro e que a apuração dos fatos e as prisões ocorreram durante a gestão petista.
“A direita tentou jogar nas nossas costas a responsabilidade da corrupção na Previdência Social”, disse Lula.