A apuração parcial da eleição presidencial mostra, entre os demais candidatos, Escritor Augusto Cury (Avante) com 2,90%, seguido por Renan Santos (Missão), com 2,25%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 2,19%. Zema (Novo) registra 0,27%, enquanto os demais candidatos têm menos de 0,1% cada.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Mapa da disputa
Na apuração disponível até o momento, Lula lidera em 34 países, incluindo Alemanha, França, Portugal, Reino Unido e Austrália. Flávio Bolsonaro aparece à frente em 10 países, entre eles Japão, Israel, Tailândia, Catar e Emirados Árabes Unidos. Na Índia, o resultado ainda é parcial, com uma das duas seções apuradas.

Declarações:
Depois do resultado, Flávio Bolsonaro e Lula declararam suas posições sobre o segundo turno da eleição presidencial. Lula afirmou ter ficado surpreso com o resultado e reconheceu que esperava vencer no primeiro turno. O petista disse que pretende ampliar o diálogo com os eleitores e defender seu projeto de governo na nova etapa da disputa. “O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno”, afirmou.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, comemorou o desempenho nas urnas e afirmou que o resultado representa um desejo de mudança no país. O senador também disse que ficou perto de vencer já no primeiro turno e declarou: “Estou muito feliz com o resultado, são quase 56 milhões de brasileiros que me deram esse voto de confiança, para mudança. A palavra é mudança”. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro
Flávio Bolsonaro ficou em primeiro lugar em Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. O candidato do PL, portanto, dominou os três estados da Região Sul, todos os quatro do Centro-Oeste e os quatro estados do Sudeste, além de conquistar quatro estados da Região Norte.
Lula, por sua vez, venceu em todos os nove estados do Nordeste — Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. O petista também ficou em primeiro no Pará, Amapá e Amazonas, completando os 12 estados em que superou Flávio. O Nordeste voltou a funcionar como o principal cinturão eleitoral de Lula: em alguns estados, a vantagem foi superior a 20 pontos percentuais.
O contraste aparece de forma especialmente forte nos extremos do mapa. Piauí foi o estado onde Lula obteve sua maior votação proporcional, com pouco mais de 70% dos votos, enquanto Roraima foi o principal reduto de Flávio, com aproximadamente 71%. Na Bahia, Lula terminou com cerca de 65%, enquanto Flávio ficou próximo de 30%, consolidando o estado como uma das maiores vantagens petistas do país.
O segundo turno, marcado para 25 de outubro, não será apenas uma disputa entre dois candidatos, mas também uma batalha pela expansão de dois mapas eleitorais bastante diferentes. Flávio terá de tentar avançar sobre o Nordeste e reduzir a vantagem de Lula na região, enquanto o petista precisará buscar votos nos grandes colégios eleitorais onde o adversário terminou o primeiro turno na frente.