‘Adultização de crianças’: como ativar proteção no celular para limitar tempo e atividade do seu filho online

Após um vídeo publicado pelo influenciador Felca, que alerta sobre riscos para crianças e adolescentes nas redes sociais, o debate sobre exposição infantil ganhou força.

A publicação, que não foi monetizada, já acumula mais de 27 milhões de visualizações. No vídeo, com quase 50 minutos de duração, Felca afirma que, durante a apuração do caso, passou a seguir, a partir de seu perfil público, todas as pessoas citadas na gravação.

Pais e responsáveis já podem ativar recursos para controlar o tempo e a atividade das crianças na internet diretamente pelo celular. O Google e a Apple, responsáveis pelos sistemas mais usados em celulares e tablets, oferecem ferramentas de controle parental.

Com o aplicativo Family Link, do Google, e as opções disponíveis em Ajustes, no iPhone e no iPad, é possível definir limites de tempo e restringir o acesso a determinados sites e aplicativos.

Veja abaixo como configurar a supervisão no celular e tablet de crianças e adolescentes.

Android

  1. No celular da criança, vá até “Configurações” e clique em “Bem-estar digital e controles parentais” (o termo pode variar de acordo com a marca do dispositivo);
  2. Selecione “Controles parentais“;
  3. Escolha a conta usada pela criança e clique em “Supervisionar conta” (se outras contas estiverem logadas no mesmo aparelho, será preciso clicar em “Sair e continuar” para se desconectar delas);
  4. Clique em “Próxima” para confirmar a decisão;
  5. Insira o e-mail e a senha da conta do Google do responsável;
  6. Confirme a senha da conta da criança;
  7. Clique em “Próximo” e, então, em “Permitir” para autorizar que o celular do responsável seja administrador do aparelho da criança;
  8. Reveja as configurações, clique em “Avançar” e confirme em “Concluído”.

 

Recursos de controle de pais no Android — Foto: Reprodução

Recursos de controle de pais no Android — Foto: Reprodução

IPhone/iPad 

  1. No celular ou no tablet da criança, vá até “Ajustes“;
  2. Clique em “Tempo de uso“;
  3. Selecione “Conteúdo e privacidade“;
  4. Escolha a opção “App Store, Mídia, Web e Jogos“;
  5. Faça os ajustes para, por exemplo, limitar sites adultos e definir músicas, filmes e aplicativos permitidos com base na classificação indicativa.

Se você também tiver iPhone ou iPad, é possível usar seu próprio aparelho para monitorar a atividade da criança em outro dispositivo da Apple. Para isso, é preciso acessar “Ajustes” em seu celular ou tablet, tocar em seu nome, clicar em “Família” e criar um perfil para ela.

Depois, basta selecionar o novo perfil para seguir um passo a passo que permite configurar que tipo de site e aplicativo a criança poderá acessar, além de monitorar o tempo de uso e restringir compras de aplicativos, por exemplo.

Recursos de controle de pais no iPhone — Foto: Reprodução

Recursos de controle de pais no iPhone — Foto: Reprodução

Quem é Felca, youtuber que denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores

O youtuber e humorista , Felipe Bressanim Pereira, de 27 anos, mais conhecido como Felca, é natural de Londrina, no norte do Paraná, mas atualmente mora em São Paulo. Na última quarta-feira (6), ele publicou um vídeo no canal dele no Youtube, denunciando o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de menores.

Felca possui mais de 5,23 milhões de inscritos no canal dele no Youtube, que foi criado em julho de 2017. No Instagram, são mais de 13,7 milhões de seguidores.

Ele ficou famoso ao publicar vídeos de reacts – conteúdos em que pessoas falam sobre as suas reações com produtos ou serviços ou até sobre outros vídeos, e conteúdos humorísticos. Recentemente, ele também ficou conhecido por publicar um vídeo comentando as audiências da CPI das Bets na internet.

A publicação com a denúncia – que não foi monetizada – já soma mais de 23 milhões de visualizações. No vídeo – que possui quase 50 minutos de duração – Felca diz que durante o processo de apuração do caso, seguiu por meio do perfil público dele, todas as pessoas que são citadas na publicação.

Contudo, ele disse que, por conta disso, foi difamado nas redes sociais por pessoas que diziam que ele estava “curtindo” publicações de crianças e adolescentes. Segundo Felca, mais de 200 pessoas foram processadas por ele por conta das acusações.

“E a primeira vez que eu processo acusação contra a minha pessoa na internet. Foram duas motivações: A primeira é que eu me envolvo de forma emocional, eu conheço pessoalmente pessoas que foram vitimas de abuso sexual e eu tenho completo asco por esse crime. Na minha concepção é um dos crimes mais hediondos que existem. A segunda, é que a única pessoa que ganha quando a palavra pedofilia é vulgarizada, é o próprio pedófilo”, informou no vídeo.

Felca também garantiu que todo valor arrecadado nos processos serão doados para instituições de caridade. No fim do vídeo, ele avisa aos processados que, caso queiram que o processo seja retirado, devem doar 250 reais para as instituições citadas por ele e fazer um pedido de desculpas na redes sociais.

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