Cachoeira sedia primeiro Encontro Nacional de Educação Museal

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Começou nessa quinta-feira (06) e segue até sábado (08) na cidade de Cachoeira o primeiro Encontro Nacional de Educação Museal. O evento promoverá mais de 20 atividades conduzidas por mais de 100 profissionais de referência da área.

Realizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) em cooperação com o Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC), através de convênio com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o EMUSE se concentra no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL/UFRB), além de ocupar a Estação Ferroviária de Cachoeira, o Espaço Cultural Hansen Bahia e espaços culturais e públicos da cidade.

“A educação é uma das funções essenciais a todos os museus. Para além das atividades de preservação, conservação e comunicação de seus acervos, é por meio da ação educativa que os museus exercem seu papel na transformação social e na interpretação da cultura e da memória”, afirma Marielle Costa, Coordenadora geral do EMUSE pelo IBRAM. “As práticas educativas fazem os museus permeáveis às pessoas. A Educação Museal diz respeito aos diversos processos (de ordem teórica, prática e de planejamento) que contribuem para que o museu assuma plenamente sua tarefa de mediador e referencial para a sociedade, acrescenta.

Marielle conta que o EMUSE deriva de ações previamente desenvolvidas pelos profissionais da área: “É preciso envolver, ouvir, considerar, empoderar aqueles que fazem a educação museal na realidade cotidiana dos museus e instituições museais. É interessante ressaltar ainda que o encontro é um desdobramento da Pesquisa Nacional de Práticas Educativas dos Museus Brasileiros, cujo objetivo é a coleta e a sistematização de dados sobre desenvolvimento da função educativa em museus do Brasil e sobre os perfis de educadores museais, que atuam também em instituições culturais de outras naturezas”.

A educação é uma das funções essenciais a todos os museus. Para além das atividades de preservação, conservação e comunicação de seus acervos, é por meio da ação educativa que os museus exercem seu papel na transformação social e na interpretação da cultura e da memória. Assim como é preciso compreender seu contexto social junto a uma consciência crítica e abrangente da realidade. Assim, a educação museal diz respeito aos diversos processos (de ordem teórica, prática e de planejamento) que contribuem para que o museu assuma plenamente sua tarefa de mediador e referencial para a sociedade.

“Na elaboração participativa das políticas culturais, temos defendido a necessidade de ir além dos centros urbanos e trazer para o centro do debate o ponto de vista de quem está no Brasil profundo, nas cidades do interior. Então, realizar este evento em Cachoeira, onde vamos discutir os resultados da museologia social, tem o objetivo de ampliar a qualidade das discussões a partir da diversificação dos pontos de vista”, conta Daniele Canedo, que também é Coordenadora geral do EMUSE, só que pelo OBEC – UFRB/UFBA.

“Escolhemos Cachoeira por ser uma cidade reconhecida pelo seu patrimônio cultural, material e imaterial, que enfrenta desafios na preservação e na promoção destes patrimônios, incluindo no que se relaciona com a educação museal e a educação patrimonial e que também ocupa um espaço importante na história do Brasil. Neste bicentenário da Independência, Cachoeira precisa participar das discussões sobre a necessidade de promovermos narrativas identitárias que foram invisibilizadas na construção da História oficial brasileira”, observa.

Atarde

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