Estado registra aumento de 234% na taxa de testes positivos

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O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) registrou um aumento de 234% na taxa de positividade dos testes para covid no período entre 1º e 12 de janeiro. São mais de 3 mil exames de RT-PCR analisados diariamente. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a última vez em que a Bahia atingiu essa marca foi em outubro do ano passado.

A coordenadora técnica dos Laboratórios de Vigilância Epidemiológica, Felicidade Pereira, afirma que, a cada 100 testes, o número de casos positivos saltou de 6,55 para 21,93. “A gente vê hoje que o percentual tem se elevado diariamente e isso atribuímos a essa nova variante ômicron, o que é muito preocupante. Tínhamos índices baixos de positividade, mas agora já estamos vendo um reflexo de um novo cenário epidemiológico no estado”, aponta.

Até esta quinta-feira, 13, o Lacen identificou, por meio de sequenciamento genético, doze amostras da ômicron na Bahia, o que representa 12,5% dos 96 sequenciamentos realizados em amostras coletadas no mês de dezembro. Também foram detectadas 81 amostras da variante delta e, nas outras três, não foi possível realizar a análise.

“É algo a ser monitorado de forma muito cautelosa para que as medidas sejam baseadas no cenário que venha a se instalar. Mas, de qualquer forma, é necessário destacar que, apesar do aumento da positividade, a gente tem que avaliar também o cenário do atendimento da rede hospitalar”, diz a coordenadora.

A Bahia já realizou mais de 1,7 milhão de testes RT-PCR para detecção do coronavírus, através do Lacen. Desde 1º de março do ano passado, foram realizados 1.744.163 testes desse tipo, considerado o padrão ouro para identificar a infecção.

Para a secretária da Saúde, Tereza Paim, é necessário continuar ampliando as medidas de proteção e a ampla testagem. “É de extrema importância que a população complete o ciclo vacinal e respeite as medidas de prevenção como o uso da máscara e do álcool em gel. Estamos em um momento epidemiológico complicado, a população precisa compreender que a pandemia ainda não acabou”, afirma.

Apesar da alta recente no número de casos, a efetividade da vacinação tem sido uma aliada no enfrentamento à pandemia. “A vacina foi nossa grande aliada no combate a esse vírus e ela é bastante efetiva no que se refere aos casos graves. A gente vê que os casos graves estão bem reduzidos e isso se dá graças à vacina, já que hoje as pessoas que estão agravando por caso de infecção de covid-19 são aquelas que não estão vacinadas”, acrescenta a secretária.

Atarde

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