O senador Jaques Wagner (PT) tentou vender um terreno de R$ 15,8 milhões um dia após ter sido alvo da operação da Polícia Federal (PF) por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. As informações são do Estadão.
De acordo com o jornal, a transmissão da propriedade foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu um bloqueio de bens assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Questionado sobre a tentativa da transação, a defesa de Jaques Wagner afirmou que o senador não irá se manifestar “sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral”.
“A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, informou o advogado Pablo Domingues.
O petista havia acertado a venda de um segundo apartamento. O imóvel, localizado em Salvador, é avaliado em R$ 10 milhões. A transação foi protocolada uma semana antes da operação da PF.
Com a determinação de André Mendonça, a tratativa também foi bloqueada. Mesmo com a ordem de indisponibilidade dos imóveis, estima-se que Jaques Wagner tenha recebido, ao menos, R$ 12 milhões pelos negócios.
Jaques Wagner minimiza impacto do caso Banco Master em pré-campanha
Em conversa com a imprensa, o senador Jaques Wagner (PT) afirmou neste sábado (18) que o caso envolvendo o Banco Master não provocou impacto significativo em sua pré-campanha à reeleição para o Senado. Durante uma agenda ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), no Subúrbio Ferroviário de Salvador, o petista declarou que prefere concentrar sua atenção nas atividades eleitorais.
A manifestação ocorreu após uma pesquisa interna encomendada pelo PT apontar que os efeitos da operação da Polícia Federal que teve Wagner como alvo foram menores do que o esperado.
“Eu estou absolutamente tranquilo. Infelizmente, em 2018, aconteceu a mesma coisa, uma investigação que não deu em nada, que acabou arquivada. E agora, eu não estou falando muito disso porque prefiro falar de campanha”, afirmou.
O senador também minimizou a repercussão do caso durante suas atividades políticas. Segundo Wagner, a trajetória construída ao longo dos oito anos em que governou a Bahia contribui para que os eleitores conheçam seu perfil político.
“Realmente, a receptividade é muito boa. Estou saindo daqui e vou para Teixeira de Freitas fazer mais um PGP. A gente tem história. Fui governador oito anos, as pessoas conhecem o perfil de cada um e sabem quem é de um jeito ou de outro”, declarou.
Na avaliação do senador, a investigação não provocou efeitos relevantes sobre sua imagem no estado. “Sinceramente, a repercussão aqui dentro, para mim, foi zero”, concluiu.