Na ocasião, o governador afirmou que as forças de segurança realizaram cerca de 600 operações contra o crime organizado somente em 2026 e citou uma média de aproximadamente 110 prisões por dia de pessoas ligadas ao crime ou procuradas pela Justiça. Jerônimo também mencionou apreensões de armas e drogas e medidas voltadas à estrutura financeira de organizações criminosas.
Ao abordar a Operação Overclean, Jerônimo afirmou que ACM Neto deveria se manifestar sobre as informações divulgadas a respeito da investigação. A Polícia Federal pediu autorização ao STF para realizar busca e apreensão contra o candidato, mas o ministro Kassio Nunes Marques negou a medida. A PGR havia apresentado parecer favorável à diligência.
“A Operação Overclean volta à tona e novamente o ex-prefeito de Salvador, meu opositor, o ACM Neto envolvido, não sou eu que estou dizendo, tem UOL, tem Folha de São Paulo, o Estadão já registrando isso, o pedido de busca e apreensão na residência do ACM Neto, agora pela manhã, o Nunes Marques segurou, mas a PGR autorizou a busca e apreensão, então é importante que quem tem que se pronunciar é ele”, apontou.
A décima fase da operação investiga suspeitas de irregularidades em contratações da área de Educação de Belo Horizonte realizadas entre 2024 e 2025. Segundo informações divulgadas pela PF e pela imprensa, a apuração envolve contratos que somam mais de R$ 80 milhões e também investiga a possível participação de agentes políticos na indicação de pessoas para cargos públicos.
Governador defende abertura de processos sob sigilo no STF
Jerônimo também mencionou uma solicitação feita pela federação formada por PT, PCdoB e PV para que o STF retire o sigilo de processos relacionados a ACM Neto. O governador afirmou que o adversário deveria apoiar publicamente a abertura dos autos caso considere que não há irregularidades a serem esclarecidas.
“Já que ele tá dizendo que é honesto e que não tem o que esconder, ele pode também pedir, pode abrir aí. Abra para que a Bahia veja, que o Brasil veja o que é que tem lá. Não estamos questionando a capacidade dele, só queremos que abra os processos que estão no STF, que reza sobre ele. Então, com a palavra é ele, se ele tá dizendo que não tem o que esconder, é hora dele agora provar. Peça também ao STF que abra o processo sigiloso que lá está”.
Jerônimo destaca 600 operações contra o crime organizado na Bahia
Antes de comentar as investigações envolvendo o adversário, Jerônimo apresentou números relacionados às ações de segurança pública na Bahia. Segundo o governador, as polícias Militar e Civil têm realizado operações frequentes contra organizações criminosas.
De acordo com os números apresentados por ele, foram aproximadamente 600 operações somente neste ano. Jerônimo também afirmou que as forças de segurança registram cerca de 110 prisões por dia de pessoas ligadas ao crime ou que estavam foragidas.
O governador citou ainda apreensões de armas e drogas e ações destinadas a atingir a estrutura financeira das organizações criminosas. As informações apresentadas por Jerônimo são declarações do próprio governador durante a entrevista.
“São 600 operações só nesse ano, 600. Nós estamos falando de, por dia, cerca de 110 prisões, por dia, de gente ligada ao crime ou que está fugitiva da polícia”, afirmou.
Governo prevê ampliar parceria com municípios
Jerônimo também destacou a atuação conjunta entre o governo estadual, órgãos federais e instituições do sistema de Justiça. Entre os parceiros citados estão o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça e os municípios.
Para um eventual segundo mandato, o governador afirmou que pretende fortalecer a relação com as administrações municipais e ampliar os investimentos destinados às guardas municipais. A proposta, segundo ele, já está incluída em seu programa de governo.
“Está no meu programa o fortalecimento da parceria com os municípios, a guarda municipal, com as guardas, serem acolhidas mais fortemente com o investimento”, afirmou.
Operação Valor Venal investiga fraude no IPTU de Salvador
Jerônimo também citou uma operação deflagrada nesta quinta-feira para investigar suspeitas de irregularidades no IPTU de Salvador. A Operação Valor Venal apura alterações em dados cadastrais de imóveis que teriam provocado redução no valor venal e, consequentemente, no imposto cobrado.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, quase 700 inscrições imobiliárias foram identificadas como beneficiárias das alterações. A apuração aponta que alguns valores venais teriam sido reduzidos em até 90%, com impacto sobre a arrecadação municipal.
A Justiça também determinou medidas de bloqueio de bens e valores de até R$ 20 milhões. A investigação é conduzida pela Polícia Civil da Bahia e ainda está em andamento, de modo que as suspeitas apuradas não representam responsabilização criminal definitiva dos envolvidos.