Depois de uma longa disputa judicial, a Sociedade Orpheica Lyra Ceciliana finalmente teve sua existência oficialmente reconhecida em cartório. A conquista foi obtida graças ao empenho de seu atual presidente — advogado, José Luiz — que conseguiu comprovar juridicamente a legitimidade da instituição. Após anos de impasses, a história venceu.
Fundada em 1870 pelo Maestro Manoel Tranquilino Bastos, a filarmônica mais querida do povo de Cachoeira é um dos maiores símbolos da cultura local e um verdadeiro patrimônio vivo da cidade. Com a regularização de sua documentação, a Lyra Ceciliana passa a ter segurança jurídica plena, encerrando qualquer questionamento sobre sua legalidade institucional.

A partir desse reconhecimento oficial, não há mais justificativas para que o poder público municipal deixe de firmar convênios com a filarmônica, tampouco para manter pendentes os repasses financeiros atrasados. A expectativa agora é que a Prefeitura de Cachoeira adote uma postura civilizada, republicana e respeitosa diante de uma instituição centenária que tanto contribuiu — e continua contribuindo — para a formação cultural, musical e histórica do município.
Mais do que uma vitória jurídica, o registro da Sociedade Orpheica Lyra Ceciliana representa um triunfo da memória, da cultura e da resistência de um povo que reconhece, valoriza e defende seus símbolos históricos.
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