A Meta recebeu até R$ 2 milhões para veicular 1.613 anúncios político-eleitorais pagos do exterior e impulsionados por páginas sem autorização para fazer propaganda eleitoral no Brasil. Os conteúdos, identificados entre julho e setembro de 2026, alcançaram até 171,1 milhões de impressões no Facebook e no Instagram, segundo relatório do NetLab, laboratório de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O documento, aponta falhas nos mecanismos de fiscalização da empresa e riscos de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Os anúncios promoviam ou atacavam candidatos, muitas vezes de maneira contraditória, e foram veiculados por páginas com nomes genéricos, criadas recentemente e sem responsáveis claramente identificados.
ntitulado Meta lucra com anúncios irregulares promovidos por redes coordenadas para influenciar as eleições no Brasil, o estudo foi desenvolvido no âmbito do Observatório das Big Tech. A pesquisa identificou 187 anunciantes e concluiu que os anúncios analisados foram inicialmente veiculados sem a classificação obrigatória de conteúdo político.
“Todos os anúncios identificados nesse estudo foram veiculados inicialmente sem a classificação como ‘políticos’ e apenas posteriormente recategorizados pela Meta”, afirma o relatório.
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Mark Zuckenberg, dono Meta, e Donald Trump, presidente dos EUA – Foto: Saul Loeb | AFP | Divulgação