Número de policiais alvos de operações dobra em dois anos na Bahia

O número de policiais alvos de operações dobrou em um ano na Bahia, saindo de 30, em 2022, para 60 agentes neste ano. Ao todo, foram 77 ações realizadas pelo Grupo de Operações Especiais do Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra policiais civis, militares e penais. Somente em 2023, o MP denunciou 73 policiais, o que resultou em 22 prisões e 44 afastamentos.
A última operação que se tem notícia na Bahia foi deflagrada em novembro, quando cinco policiais militares foram alvo de mandados de busca e apreensão em Salvador e Senhor do Bonfim, além de Petrolina, em Pernambuco. Eles são suspeitos de envolvimento em grupo de extermínio.

Delitos cometidos por policiais podem estar ligados a formação de milícias – grupos armados que formam uma espécie de poder paralelo. No Brasil, o estado em que esses grupos estão mais em evidência é o Rio de Janeiro. Mais de 35 ônibus foram queimados na capital do estado em resposta à morte de um miliciano em outubro.

O Ministério Público divulgou, nesta quarta-feira (27), que 43 policiais foram alvos de 21 operações neste ano na Bahia, contra 31 policiais alvo de sete operações no ano passado. A reportagem apurou, no entanto, que os números não contemplam os policiais penais, apenas civis e militares.

Afinal, o aumento de policiais alvo de operações significa que as milícias estão crescendo na Bahia? Estaria o estado baiano seguindo os passos do Rio de Janeiro? Para o promotor de Justiça Luís Alberto Vasconcelos, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e Defesa Social (Ceosp), o aumento em dois anos não representa o maior envolvimento de policiais com o crime organizado.

Correio

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