O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera os dois cenários de primeiro turno testados pela pesquisa RealTime Big Data, divulgada nesta segunda-feira (1º), a primeira realizada pelo instituto após a repercussão do caso “Dark Horse”. No principal cenário, Lula soma 38% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 31%. Na sequência aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão), ambos com 6%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) alcança 5% das preferências do eleitorado.
No segundo turno, Lula vence Flávio Bolsonaro por 45% a 40%, mas enfrenta cenários mais apertados contra nomes da chamada terceira via. O presidente empata numericamente com Caiado (43% a 43%) e tem vantagem dentro da margem de erro sobre Zema (43% a 40%). A pesquisa também mostra que 48% dos eleitores rejeitam tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro e aponta desgaste da polarização política no país.
Lula se isola na liderança no primeiro turno
Nas simulações de primeiro turno estimulado, o atual mandatário mantém a estabilidade e lidera com folga os dois cenários testados pelo instituto. No primeiro desenho de disputa, Lula registra 38% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de sete pontos percentuais em relação a Flávio Bolsonaro, que pontua 31%.
Logo na sequência, aparecem empatados o influenciador Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD-GO), ambos com 6% da preferência do eleitorado. Já o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) pontua 4%, seguido de perto pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), que registram 3% cada. Enquanto o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) fecha a lista com 1%.
Primeiro cenário de primeiro turno:
- Lula (PT): 38%
- Flávio Bolsonaro (PL): 31%
- Renan Santos (Missão): 6%
- Ronaldo Caiado (PSD): 6%
- Romeu Zema (Novo): 4%
- Aécio Neves (PSDB): 3%
- Joaquim Barbosa (DC): 3%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Outros: 1%
- Nulo/Branco: 3%
- Não sabe/Não respondeu: 4%
No segundo cenário alternativo de primeiro turno, onde há uma leve alteração nos nomes das siglas menores, o topo da tabela não sofre modificações estruturais. Lula repete o desempenho de 38% e Flávio Bolsonaro sustenta os 31%. A estabilidade também se repete com Renan Santos e Ronaldo Caiado, que preservam os 6% cada um.
A única oscilação positiva dentro da margem de erro ocorre com Romeu Zema, que sobe para 5%. O tucano Aécio Neves mantém seus 3%, enquanto Aldo Rebelo e Augusto Cury aparecem com 1% cada.
Segundo cenário de primeiro turno:
- Lula (PT): 38%
- Flávio Bolsonaro (PL): 31%
- Renan Santos (Missão): 6%
- Ronaldo Caiado (PSD): 6%
- Romeu Zema (Novo): 5%
- Aécio Neves (PSDB): 3%
- Aldo Rebelo (DC): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Outros: 1%
- Nulo/Branco: 3%
- Não sabe/Não respondeu: 5%
Caiado e Zema oferecem maior resistência em segundo turno
O levantamento revela que, embora Lula vença Flávio Bolsonaro por 45% a 40% em um confronto direto de segundo turno, o cenário mais desafiador para o petista reside nas franjas da chamada “terceira via”. A simulação mais apertada de toda a pesquisa ocorre contra Ronaldo Caiado. Em um eventual embate direto, há um empate numérico absoluto: tanto o presidente quanto o ex-governador goiano aparecem com exatos 43% das intenções de voto.
Outro nome que demonstra competitividade frente ao atual governo é Romeu Zema. Contra o ex-governador de Minas Gerais, a pesquisa detecta uma situação de empate técnico no limite da margem de erro, com Lula pontuando 43% contra 40% do pré-candidato do Novo. Em contrapartida, as distâncias se alargam significativamente quando o petista enfrenta Renan Santos (46% a 30%) ou Aécio Neves, contra quem Lula atinge sua maior vantagem na rodada, vencendo por 47% a 23%.
A ascensão de Lula contra o principal nome do bolsonarismo reflete uma inversão na série histórica. Em março, os dois apareciam colados (Lula 42% e Flávio 41%). Já em maio, antes do estopim do caso “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro havia conseguido passar numericamente à frente na simulação de segundo turno, registrando 44% contra 43% de Lula. O recuo do senador para 40% em junho coincide com o desgaste recente, abrindo espaço para o crescimento de outras forças de oposição.
Rejeição consolidada e cansaço com polarização
Apesar da liderança nas intenções de voto, o Palácio do Planalto enfrenta um teto rígido ditado pela aversão de metade do eleitorado. No quesito rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro lideram o ranking de forma idêntica: 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam de forma alguma em nenhum dos dois líderes políticos. Na sequência dos nomes mais rechaçados pela população aparecem Aécio Neves (45%), Ronaldo Caiado (39%), Romeu Zema (35%) e Aldo Rebelo (34%).
Esse forte sentimento de repulsa mútua alimenta o desejo por novas alternativas políticas no país. Os dados da RealTime Big Data indicam que 48% dos eleitores brasileiros declaram estar exaustos da histórica polarização entre o petismo e o bolsonarismo, manifestando abertamente o desejo de ver a consolidação de uma terceira via competitiva para quebrar a dualidade na corrida presidencial.
Metodologia da pesquisa
O levantamento estatístico nacional contou com a realização de 2.000 entrevistas presenciais e telefônicas com eleitores de todo o território nacional. As entrevistas foram coletadas pelo instituto entre os dias 29 e 30 de março. A margem de erro máxima adotada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo encontra-se devidamente registrado perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo de identificação BR-05864/2026.