Nos últimos sete anos, pelo menos 11 quilombolas foram mortos na Bahia, de acordo com um levantamento feito pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
O último assassinato registrado no período foi o de Mãe Bernadete Pacífico, ialorixá e líder do quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ela foi morta a tiros em 17 de agosto.
O primeiro caso registrado no levantamento da Coordenação é justamente o do assassinato do filho de Mãe Bernadete, Fábio Gabriel Pacífico dos Santos, que aconteceu em 2017. O homicídio também aconteceu dentro do quilombo Pitanga dos Palmares.
Para entender a onda de violência contra comunidades quilombolas, os editores do g1 Eric Luis Carvalho e Maiana Belo conversaram com o neto da líder quilombola Bernadete Pacífico, Wellington Pacífico, com o advogado do quilombo Pitanga dos Palmares e de outras comunidades da Bahia, David Mendez, e Márcio Lima, coordenador regional do Programa Global das Comunidades da Nossa América Latina do Cáritas Nordeste. No episódio 85 do podcast Eu de Explico: