A tradicional Sociedade Orpheica Lyra Ceciliana, uma das mais antigas e respeitadas instituições culturais de Cachoeira, cidade histórica, está sendo afastada das festividades cívicas e religiosas que sempre marcaram o calendário local. O primeiro episódio dessa exclusão ocorreu no dia 1º de junho, durante o evento da Levada dos Paus da Bandeira, que deu início às comemorações da Independência de Cachoeira.
Diante dessa situação, é fundamental que a vice-prefeita Ana Cristina Soares (PSB), que também ocupa o cargo de secretária de Cultura do município, se pronuncie e esclareça os motivos que levaram à retirada da filarmônica Lyra Ceciliana da programação da celebração da Independência de Cachoeira. A Lyra é um verdadeiro patrimônio cultural vivo, sendo motivo de orgulho para os cachoeiranos que valorizam e preservam a história da cidade. Fundada em 1870, a instituição tem sido um símbolo de educação musical para as crianças e jovens das camadas sociais mais vulneráveis do município, funcionando como uma verdadeira universidade de música para muitos meninos e meninas que, de outra forma, não teriam acesso a essa formação.
A comunidade cachoeirana precisa saber os reais motivos de tal exclusão, especialmente considerando a importância histórica e social da Lyra Ceciliana para o município e para a cultura brasileira. Seria perseguição política?
Uma resposta
Vale ressaltar que além da Lyra Ceciliana prestar relevantes serviços a cidade de Cachoeira, ela também contribui com a formação de músicos que integram as bandas de músicas das forças armadas, mediante concurso para soldados, cabos e sargentos, bem como para as bandas do corpo de bombeiros e da polícia militar. Cachoeiranos, não deixem que a política acabe com a centenária Lyra Ceciliana. Os políticos saem e as instituições ficam. Socorro!