São Félix se prepara para receber, no próximo domingo (5), a terceira edição do Festival de Saveiros, um dos eventos mais representativos do Recôncavo Baiano. A celebração resgata a memória das embarcações de vela de içar e valoriza a herança cultural que moldou a história da região, especialmente no Rio Paraguaçu.
Homenagem aos guardiões da tradição
Nesta edição, o destaque será a homenagem aos mestres saveristas Lourival de Almeida (Lourão), 80 anos; Claudionor de Jesus (Chagachá), 88; e Bartolomeu Evangelista (Memeu), 84. Ícones da navegação tradicional, eles representam o elo histórico entre Salvador e o Recôncavo, período em que os saveiros desempenhavam papel fundamental no comércio e na vida social da Bahia.
Margareth Menezes como embaixadora
O evento também terá reconhecimento nacional ao nomear a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, como Embaixadora do Festival de Saveiros de São Félix. Embora não possa comparecer presencialmente devido a compromissos oficiais, a ministra enviou mensagem em vídeo reafirmando seu apoio e o compromisso de participar da próxima edição.
Programação cultural diversificada
A programação reúne expressões culturais que unem passado e presente. Entre as atrações estão o grupo Samba de Roda Filhos de Nagô, com mais de cinco décadas de atuação, além das apresentações de Juninho Cachoeira, Helena Lídia, Paco Duarte e Manu Ellen. O cortejo de baianas e a tradicional puxada de rede em homenagem a Oxum também fazem parte da celebração.
Grupo de Trabalho para preservação
Na véspera do evento, no dia 4, será instalado o Grupo de Trabalho “Preservação dos Saveiros de Vela de Içar”. A iniciativa busca debater desafios e soluções para valorização dos saveiristas e carpinteiros navais. O GT contará com a presença do historiador e curador do festival, Fábio Batista Pereira, além de representantes da UFRB, IPHAN e outros especialistas.
Símbolo de memória e resistência
O Festival de Saveiros de São Félix nasceu com o objetivo de preservar e difundir a importância cultural e histórica dos saveiros, reforçando o legado para as novas gerações. Em sua terceira edição, o evento reafirma o compromisso com a identidade do Recôncavo Baiano e se consolida como um espetáculo de memória, fé e resistência.
O festival conta com apoio da Prefeitura de São Félix e da Secretaria de Turismo da Bahia (SETUR).