O governador do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), descartou nesta quinta-feira (13) que haja algum atrito entre ele e o partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que integra a sua base, após o ex-ministro Geddel Vieira Lima, uma das principais lideranças da sigla na Bahia, ter afirmado que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), principal adversário de Jerônimo na disputa pelo Estado em 2026, poderia ser “extremamente competitivo” no pleito.
“Não ouvi o pronunciamento do ex-ministro, mas entendo o MDB como um partido parceiro, com todo o zelo, com cargos no governo, com minha companhia, e eles me acompanham nas agendas que tenho, tenho um prazer muito grande de ter o MDB, que é um partido histórico, na minha base”, afirmou o gestor estadual.
Em uma publicação feita na última sexta-feira (7), em seu perfil no Instagram, Geddel fez uma avaliação positiva de ACM Neto e chegou até mesmo a marcar figuras centrais do PT na Bahia ao fim do texto, como o senador Jaques Wagner, o secretário Adolpho Loyola e o próprio governador.
“Passei uma semana viajando pelo interior da Bahia e sou forçado a reconhecer, pelo que vi, que se realmente for candidato, o ex-Prefeito de Salvador será extremamente competitivo, exigindo das forças que o MDB integra muita unidade, nenhum salto alto e redobrada atenção aos que comeram poeira quando poucos acreditavam”, escreveu o ex-ministro no post, acompanhado de uma foto de ACM Neto.
A declaração representa uma mudança no posicionamento do ex-ministro, que semanas antes, em entrevista ao podcast PolitiQuestion, havia chegado a afirmam que Jerônimo venceria as eleições na Bahia ainda no 1º turno e que descartava a presença de Neto no pleito.
As declarações do governador foram feitas em entrevista coletiva durante o evento de homenagem aos bombeiros baianos que atuaram nas enchentes do Rio Grande do Sul, realizada no Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), na Barroquinha, em Salvador.