A cultura popular do Recôncavo ganha as estradas a partir de 28 de agosto, com o início da Feira Cultural Itinerante, projeto que vai circular gratuitamente por dez municípios da região até 5 de dezembro. Com produção sediada em Conceição do Almeida e abertura em Sapeaçu, a iniciativa promove encontros entre artistas, mestres, mestras, grupos culturais e comunidades, reunindo apresentações artísticas, ações formativas, memória, intercâmbio de saberes e valorização da economia criativa local.
Realizada pela Associação Cultural José Joaquim de Almeida, reconhecida como Ponto de Cultura, a Feira nasce com a proposta de ampliar o acesso aos bens culturais e fortalecer a circulação da produção artística e dos saberes tradicionais do território. A programação é gratuita, descentralizada e pensada a partir das identidades e manifestações culturais de cada município.
Os encontros acontecem das 19h às 21h. A abertura, em Sapeaçu, contará com apresentações de Mulheres de Reis e Bumba Meu Boi, além de exibição de vídeos, registros audiovisuais, difusão digital e ações de mediação cultural acessível.
Depois de Sapeaçu, o circuito segue por Cabaceiras do Paraguaçu, São Felipe, Cruz das Almas, Cachoeira, Governador Mangabeira, Dom Macedo Costa, Muritiba, Santo Antônio de Jesus e Conceição do Almeida, onde será realizado o encerramento da programação, no dia 5 de dezembro.
Ao longo do percurso, manifestações tradicionais e expressões contemporâneas estarão lado a lado. Samba de Roda, Terno de Reis, Capoeira, Quadrilha Junina, Bumba Meu Boi, Dança Afro, práticas integrativas das Mestras Benzedeiras e Batalha de Hip Hop fazem parte da programação, que também reúne grupos musicais, exposições de artesanato, oficinas, rodas de conversa e conteúdos audiovisuais.
Mais do que promover uma série de apresentações, a Feira Cultural Itinerante pretende criar um processo permanente de encontro entre gerações, comunidades e diferentes formas de expressão. A iniciativa reconhece mestres e mestras como guardiões e produtores de conhecimento e contribui para a preservação do patrimônio cultural imaterial do Recôncavo.
Ao levar a programação diretamente às comunidades, o projeto também fortalece o protagonismo dos fazedores de cultura e amplia espaços para que artistas e grupos locais compartilhem seus saberes, histórias e tradições. Dessa forma, a Feira transforma cada parada em um espaço de celebração da identidade cultural e de valorização da diversidade que caracteriza o Recôncavo Baiano.