A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco revelou, em depoimento reservado com ministros, que os assédios cometidos pelo ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, aconteciam “por meses”. Ela ainda afirmou que teve receio de escancarar a situação por medo de “medo de ser desacreditada e perder o cargo por não ter como comprovar as acusações”.
Entre os episódios citados pela irmã de Marielle, assassinada em 2018, está uma apalpada nos ombros e nas costas de forma inadequada, de acordo com informações da revista Veja. Nos relatos, segundo o periódico, Almeida ainda teria tocado nas partes íntimas de Anielle.
De acordo com a confissão da titular da pasta, o ex-ministro fazia comentários eróticos, sussurrava fantasias sexuais no ouvido dela e chegou a tocar suas partes íntimas. Com o objetivo de evitar que a situação se tornasse um escândalo, Anielle convidou Almeida para um jantar para tentar colocar um ponto final nessa situação.
Silvio Almeida foi demitido da pasta há uma semana pelo presidente Lula (PT), quando os casos vieram à tona, após uma publicação do portal Metrópoles. O advogado, contudo, nega as acusações desde o início e diz que é vítima de “perseguição”.