Os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP) usaram conteúdos falsos para atacar a vacinação infantil contra a Covid-19 em suas redes sociais e sites oficiais.
Na quinta-feira passada (16), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou uso do imunizante da Pfizer na faixa etária que vai de 5 a 11 anos. Desde o início da pandemia, 1.449 crianças de até 11 anos morreram da doença no Brasil —301 se considerado apenas o grupo liberado pela Anvisa.
Até o momento, todos os estudos indicam que a imunização de menores é segura e eficaz. A prática é recomendada por autoridades internacionais nos Estados Unidos e na Europa.
Entre os boatos que circulam sobre o assunto, destacam-se publicações que afirmam que a vacina da Pfizer é capaz de produzir substâncias tóxicas. A desinformação diz que a proteína spike seria responsável por danos permanentes no corpo, como câncer, problemas de fertilidade e outros.
Essa suposição aparece em um vídeo publicado pela deputada federal Bia Kicis em seu Facebook, que foi compartilhado por mais de 11 mil vezes e teve 91 mil visualizações. Na gravação, a parlamentar está ao lado do médico José Nasser, que afirma que os efeitos colaterais graves dos imunizantes foram relatados pelo professor Robert Malone, suposto criador das vacinas de RNA mensageiro.