O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrastou uma multidão, na tarde desta terça-feira (29), durante caminhada no trecho Ondina-Barra, em Salvador. O ato percorreu a Avenida Oceânica e reuniu apoiadores do presidente e de candidatos aliados na Bahia, que acompanharam a movimentação pelas ruas da capital baiana.
Lula chegou à concentração acompanhado do candidato ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), do candidato ao Senado Rui Costa (PT) e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. A caminhada começou sem discurso do presidente e integrou a agenda de campanha na capital, que já havia recebido Lula em agosto, durante uma atividade no bairro da Liberdade.
Lula percorre Avenida Oceânica ao lado de aliados
A concentração de apoiadores aumentou a partir das 17h, quando dois veículos chegaram ao local onde o grupo aguardava o início da caminhada. A presença do presidente mobilizou eleitores e militantes ao longo do percurso entre Ondina e Barra, um dos principais circuitos de manifestações políticas e eventos públicos de Salvador.
Os apoiadores ocuparam trechos da Avenida Oceânica e formaram uma concentração marcada pelas cores associadas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Cartazes de candidatos aliados também foram levados para o ato, que reuniu integrantes da campanha governista e apoiadores de Lula.
Salvador representa o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, o que coloca a capital baiana entre os pontos de interesse das agendas eleitorais realizadas no estado.
Rui Costa destaca atuação de Lula na economia e geração de empregos
Antes e durante a agenda em Salvador, Rui Costa apresentou argumentos relacionados à situação econômica do país e comparou o modelo defendido pelo governo Lula com a proposta associada à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o candidato ao Senado, a disputa eleitoral também envolve diferentes projetos econômicos.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma taxa de desemprego de 5,3% no trimestre encerrado em agosto. O índice é o menor para um trimestre encerrado em agosto desde o início da série histórica, em 2012. O número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões, segundo os dados divulgados pelo instituto.
“É preciso perguntar qual modelo queremos para o Brasil. Enquanto a oposição apresenta Milei como referência, o governo Lula está mostrando que é possível crescer, gerar emprego, aumentar a renda e investir no país”, afirmou Rui.
Rui citou ainda a situação econômica da Argentina durante o governo do presidente Javier Milei. Segundo os dados apresentados pelo candidato ao Senado, o desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre deste ano, enquanto a produção industrial caiu 5% em julho.
Um levantamento da Fundar, centro de pesquisas da Argentina, citado por Rui, aponta também o fechamento de mais de 31 mil empresas e a perda de 245,6 mil empregos formais no setor privado desde novembro de 2023.
Candidato ao Senado defende políticas de emprego e renda
Rui Costa também afirmou que o controle da inflação não deve ser analisado de forma isolada na avaliação de uma política econômica. Para ele, outros indicadores precisam ser considerados, como emprego, renda, indústria, crescimento e investimentos.
“Combater a inflação é fundamental, mas uma política econômica precisa ser avaliada pelo conjunto. Precisamos olhar emprego, renda, indústria, crescimento e investimento. O Brasil tem resultados concretos que mostram que é possível combinar responsabilidade econômica com desenvolvimento e inclusão social. É essa experiência que devemos aprofundar, e não simplesmente importar um modelo que tem produzido fechamento de empresas e perda de empregos formais na Argentina”, criticou.
Horas antes da caminhada de Lula em Ondina-Barra, Rui havia participado de um encontro com representantes de sindicatos. Na ocasião, o candidato ao Senado falou sobre as consequências econômicas que, segundo ele, foram registradas no Brasil após a saída da então presidente Dilma Rousseff e durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.
“A consciência da transformação tem que ser transformada em militância, em ação. Porque, senão, depois a gente vai chorar o leite derramado. O Brasil viveu isso no pós-retirada da Dilma. E nós ficamos chorando o leite derramado por sete anos. O Brasil em recessão, perda de arrecadação”, disse em encontro com representantes de sindicatos.
Rui também afirmou que os números atuais da economia indicam a necessidade de manutenção das políticas adotadas durante o governo Lula. O candidato ao Senado foi ministro da Casa Civil e governador da Bahia por dois mandatos, entre 2015 e 2022. “O governo Lula recuperou políticas públicas, voltou a investir e colocou o emprego e a renda no centro da agenda econômica. Esse é o caminho que precisamos aprofundar, em vez de copiar modelos de outros países”, concluiu.